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Campinas é a segunda do Estado em número de Escorts

Enquanto a cidade está na segunda colocação com 11.938 Escorts, São Paulo lidera com 122.862

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Ícone dos anos 1980, sua versão conversível foi a primeira de fábrica no Brasil (Foto: Divulgação) 

Não dá para falar dos anos 1980 no Brasil sem lembrar do Ford Escort, que neste mês completa 35 anos. Lançado em julho de 1983, o modelo virou um ícone da década. No sistema do Detran (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo), constam 393.487 registros do Escort no Estado.

Campinas só perde para a capital no número de registros deste veículos. Enquanto a cidade está na segunda colocação com 11.938 Escorts, São Paulo lidera com 122.862. Em terceiro está Santo André (10.671), seguida por São Bernardo do Campo (10.162) e Guaraulho completa a lista das cinco primeiras, com 9.778.

O Escort chegou ao mercado brasileiro após fazer sucesso na Europa. A versão nacional mais em conta era a CHT E-Max 1.3, que custava Cr$ 4.019.324,00 (Isso mesmo! Mais de 4 milhões; em valores atualizados pelo IPC-Fipe, isso dá hoje mais ou menos R$ 40 mil). A GL 1.6 era a mais sofisticada: Cr$ 5.122.052,00 (cerca de R$ 51 mil, pelo IPC-Fipe).

Pouco depois, em outubro de 1983, foi lançado o modelo XR3. Segundo anunciava a Ford na época, era o mais sofisticado esportivo fabricado até então no Brasil. Tinha relógio digital de múltiplas funções, bloqueio elétrico das portas, vidros acionados por comando elétrico, retrovisores elétricos e teto solar, além de um motor com modificações para realçar a esportividade. Custava Cr$ 7.075.000,00 (aproximadamente R$ 58 mil).

Mas foi apenas em abril de 1985 que o XR3, já um grande sucesso, trouxe um detalhe que o tornou inesquecível para muitos: ganhou uma versão conversível. Na época, era o único veículo nacional a sair sem capota de fábrica. Custava bem mais que o XR3 normal: cerca de Cr$ 72.000.000,00 (R$ 114 mil, em valores corrigidos pelo IPC-Fipe).

Depois de promover reestilizações do Escort na década de 1990, a Ford descontinuou o modelo em 2003.

O número restrito de exemplares com placa preta se explica por uma das exigências: além de manter boa parte das características originais de fabricação, é preciso que o carro tenha ao menos 30 anos.

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