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Grevistas vão manter ocupação por mais uma noite

Na noite de terça-feira, após uma reunião, eles resolveram permanecer na reitoria em forma de protesto

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Os grevistas vão permanecer pelo menos mais uma noite na reitoria (Foto: Denny Cesare/Código19) 

Os funcionários grevistas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) vão para a segunda noite de ocupação. Na noite de terça-feira (03), após uma reunião, eles resolveram permanecer no local em forma de protesto.

Os trabalhadores exigem a presença do reitor Marcelo Knobel no prédio. Knobel afirmou que o movimento mantêm-se intransigente e por isso não há como estabelecer um diálogo.

De acordo com o STU (Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp), os grevistas não conseguiram falar com o reitor durante esta quarta-feira (04), e por isso decidiram permanecer no local. Agora são 12 pessoas dentro da reitoria e cerca de 100 do lado de fora.

A Reitoria informou que "reitera sua disposição em dialogar, na expectativa de que o Sindicato adote uma postura compatível com o ambiente universitário, que preza o debate de ideia respeitoso e construtivo. A ocupação da Reitoria constitui estratégia inaceitável de pressão e prejudica o processo de negociação".

O CASO

Os grevistas alegam que estão com salários defasados há três anos e reivindicam reajuste de 12,6%. A Unicamp apresentou uma proposta de aumento de 1,5% diante da situação financeira da universidade, que previa déficit orçamentário de R$ 238,4 milhões antes de considerar a aprovação do reajuste nas contas.

Quanto ao vale alimentação os grevistas querem um aumento de R$ 230, fazendo com que o tíquete passasse a R$ 1.080. A proposta da universidade é de R$ 950.  



A GREVE

A greve começou no dia 22 de maio e, desde então, os trabalhadores têm feito passeatas e chegaram a fechar entradas da Unicamp. Os funcionários da Unicamp iniciaram a greve para pleitear aumento de 12,6% nas remunerações. Mas o Consu (Conselho Universitário da Unicamp) homologou o índice de 1,5% diante da situação financeira da universidade, que previa déficit orçamentário de R$ 238,4 milhões antes de considerar a aprovação do reajuste nas contas.

Nesta semana a universidade propôs ao STU e a Adunicamp o aumento de R$ 100,00 no auxílio alimentação.

O sindicato informou que a ação não é uma ocupação, e que eles estão lá só esperando o reitor.

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