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Campinas confirma mais três óbitos por gripe

A doença já matou seis pessoas na cidade desde o começo do ano. Há ainda mais mortes em investigação

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A diretora de saúde, Andrea Von Zuben, explica sobre a baixa cobertura vacinal em Campinas. (Foto: Carlos Bassan/Prefeitura de Campinas)

A Secretaria de Saúde de Campinas confirmou mais três mortes dois adultos e uma criança por causa da influenza, vírus da gripe que no total já matou seis pessoas na cidade desde o começo do ano. O dado foi divulgado em um alerta da Saúde para a baixa cobertura vacinal que hoje está 82,94%.

Das três novas mortes, dois são adultos um homem diabético de 64 anos e uma mulher de 83 que tinha problemas de respiração. A terceira vítima era um menino de um ano, que também tinha problemas respiratórios. Há ainda mais mortes em investigação. O número de investigados não foi informado pela Prefeitura de Campinas.

Os óbitos ocorreram entre maio e junho deste ano e nenhuma das vítimas havia tomado a vacina contra a gripe do tipo influenza. O número é maior que o total de óbitos em 2017 (5). Quatro das seis mortes foram pelo vírus influenza H3N2 e eram idosos. "Todas as mortes eram pessoas em grupo de risco e que existe vacina para evitar a doença. Então, do ponto de vista da saúde, as mortes são consideradas evitáveis", afirmou a diretora de saúde Andrea Von Zuven.

Ao todo 26 pessoas morreram até julho de Síndrome Respiratória Aguda Grave, também conhecida pelas siglas SRAG, em Campinas. Deste total, há seis mortes por influenza. "É preciso se vacinar e o quanto antes, melhor. A vacina tem um tempo de maturação, de cerca de 40 dias, para que ela esteja em seu auge de potência", afirmou Andrea.

COBERTURA VACINAL

Campinas ainda não atingiu a meta de cobertura vacinal contra a gripe, apesar da campanha ter começado no dia 23 de abril. Até o dia 2 de julho, 82,94% da grupo alvo foi vacinado, enquanto a meta é de 90%. Apesar de próximo do número total, alguns grupos ainda preocupam, como as crianças (65%) e gestantes (61%).  "Não é uma vacinação homogênea. E isso cria bolsões de crianças, por exemplo, que não estão vacinados", explicou Andrea.

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