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Vereadores adiam análise de vetos à Marcha Para Jesus

Discussão ainda acontecia quando parlamentares esvaziaram a sessão, que foi encerrada por falta de quórum

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Câmara de Campinas. (Foto: Divulgação/Câmara) 

Os vereadores de Campinas esvaziaram a sessão da noite desta quarta-feira (10), em que dois vetos do Governo ao projeto de lei que prevê a criação da Marcha Para Jesus na cidade seriam votados.

Um dos pontos vetados previa o financiamento público do evento - o governo justificou o veto dizendo que a proposta não especifica quais serão as fontes dos recursos para sua execução.

O outro ponto vetado pedia a criação de uma associação formada por líderes de entidades reconhecidas, registradas e sediadas na cidade para ser a responsável pela organização da Marcha. O governo apontou que não é de competência do Legislativo determinar a criação desse tipo de entidade.

Houve muito debate - o presidente da Comissão de Constituição e Legalidade da Casa, Luiz Henrique Cirilo (PSDB), disse que, de fato, o projeto precisa de correções.

Por volta das 20h20, o vereador Vinicius Gratti (PSB) pediu a contagem de quórum no plenário, e apenas 16 parlamentares estavam presentes - a manobra é frequentemente usada quando os vereadores querem adiar alguma decisão. Com isso, os vetos voltam a ser analizados na próxima sessão, dia 15.

NÃO É BEM ASSIM

O autor do projeto, Filipe Marchesi (PR), afirmou que sua assessoria já está trabalhando em um novo texto para substituir o atual.

Quanto ao uso de verba pública, Marchesi disse que o assunto foi "mal interpretado". "Não queria verba pública para a execução do evento, mas apenas que a Marcha faça parte do calendário oficial, é dessa despesa que esse artigo tratava", disse o vereador.

"Sabemos que a Prefeitura não pode patrocinar eventos de cunho religioso. Por isso sugeri a criação da associação, que através de parcerias, patrocínios, bancaria a Marcha", afirmou Marchesi.

O artigo 4º do projeto de lei diz: "As despesas decorrentes da execução desta Lei correrão por conta de dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário".

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