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Vendas na Black Friday devem crescer 9,2% na região

Procon divulga 'lista suja' com 419 sites para consumidor evitar durante a Black Friday, confira!

| ACidadeON Campinas -

Promoção no ano passado atraiu centenas de consumidores á lojas físicas durante a madrugada. (Foto: Luciano Claudino/Código 19)

Faltam poucos dias para a campanha de superdescontos Black Friday que neste ano acontece no próximo dia 23. Na região de Campinas a expectativa é de crescimento de 9,2% em relação ao mesmo período do ano passado. A movimentação na região deverá ser entre R$ 295 e R$ 300 milhões. No ano passado o faturamento chegou a R$ 270 milhões. (Confira abaixo a lista de sites que devem ser evitados na Black Friday, segundo o Procon).

No país a data movimentou cerca de R$ 2,87 bilhões no ano passado e a previsão deste ano é uma expansão de 10%, podendo chegar entre R$ 2.970,0 e R$ 3 bilhões no total. A estimativa é da Acic (Associação Comercial e Industrial de Campinas).  

O levantamento também aponta que 75% das compras na Black Friday serão efetuadas pelo e-commerce, e outros 25% serão efetuadas em lojas físicas na região. O ticket médio de compras no ano passado foi de R$ 562, mobilizando 3.760 milhões de pedidos. Para este ano, o ticket médio deve crescer 5%, devendo chegar entre R$ 590 e R$ 600.  
 
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As compras mais efetuadas na data serão: eletrodomésticos, celulares, roupas e calçados, notebooks, tablets, eletroeletrônicos e TVs. Entram também na lista de preferência dos consumidores: livros, jogos e brinquedos, além de passagens aéreas.

"As vendas da Black Friday se destacam pelos elevados descontos oferecidos pelas empresas participantes, que variam de 30% a 80%, o que obriga os consumidores a pesquisarem preços antecipadamente, nas principais entidades, para fazer as melhores compras. Além disso, muitos consumidores utilizando-se dos bons descontos nos preços, se incentivam a adquirir, também, produtos antecipadamente, para o Natal, aproveitando os bons preços mais reduzidos", explicou o economista da Acic, Laerte Martins. 

Uma pesquisa recente mostra que: 95% dos pesquisados pretendem comprar nesta Black Friday, e só 5% responderam que não. Destaca-se também, que 67% não pretendem utilizar o 13º salário, e 33% sim. No quesito mais importante da pesquisa, 65% não acreditam que os descontos são reais, e que 25% estão cautelosos em comprar, por causa da crise econômica e o nível de desemprego atual.

LISTA SUJA

O consumidor deve estar atento aos sites em que pretende realizar suas compras na Black Friday. Neste ano 419 empresas estão na chamada 'lista suja' divulgada pelo Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor de São Paulo). Destas, 16 entraram no levantamento somente nos primeiros quatro meses deste ano - abril foi o mês com o registro mais recente.

Os sites devem ser evitados porque receberam reclamações de consumidores registradas no órgão fiscalizador, foram notificados, não responderam ou não foram encontrados.

Clique aqui e confira a 'lista suja' do Procon  

Dos 419 registros de CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) ou de CPF fiscalizados, 252 empresas estão com o endereço eletrônico fora do ar e 167 têm sites ativos.  

Ainda de acordo com o Procon, 2.091 queixas foram feitas por consumidores durante a edição passada da Black Friday, em 2017. Entre elas estão "maquiagem de desconto", quando se aumenta o preço antes da data para, em seguida, aplicar um desconto que, na verdade, iguala o desembolso do consumidor com o valor anterior.
 
PESQUISA E VIGILÂNCIA
 
A enfermeira Beatriz de Almeida, de 38 anos, está monitorando já há dois meses os produtos que quer adquirir durante a megapromoção em sites de lojas na internet. "Estou anotando os preços e assim consigo ver onde realmente há desconto relevante e comprar", afirmou. Na lista de pesquisa estão tênis, brinquedos para os filhos, eletrônicos e até eletrodomésticos. "A lista é grande, mas compro já pensando no Natal. Quando chega escondo e só entrego e abro no Natal", afirmou. 
 
O advogado Edmárcio Siqueira também está de olho em preços de celulares. "Costumo sempre comprar produtos que preciso porque o apelo da data é tão grande que você compra sem precisar", afirmou. 
 
Já a dona de casa Marilúcia Teixeira afirmou que pretende ir até uma loja física. "Se precisar vou dormir na porta da loja para comprar uma máquina de lavar nova", afirmou.

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