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Saúde alerta para vacina contra febre amarela antes de viajar

A solicitação também se estende para quem tem intenção de visitar áreas de mata e florestas

| ACidadeON Campinas -

Vacinação de febre amarela em Campinas. (Foto: Denny Cesare/Código19)

A secretaria Estadual de Saúde lançou um alerta solicitando que as pessoas que não se vacinaram contra a febre amarela e que pretendem viajar para o Litoral Norte e para a Baixada Santista, devem se imunizar antes de viajar. A solicitação também se estende para quem tem intenção de visitar áreas de mata e florestas.  

A vacina deve ser tomada com 10 dias de antecedência para garantir proteção efetiva. O alerta acontece antes dos feriados da próxima semana Proclamação da República (15) e Dia da Consciência Negra (20). Quem for viajar nessas datas para esses pontos devem tomar a vacina o quanto antes.  

Em Campinas, a vacina é aplicada nos postos de saúde localizados nos bairros.  
 
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Na última segunda-feira (5), o Instituto Adolfo Lutz confirmou uma morte por febre amarela na região do Vale do Paraíba. A vítima é um homem de 26 anos, morador de Cunha, que havia se recusado a tomar a vacina e se infectou numa área rural onde trabalhava, em Caraguatatuba.  

"A imunização é a principal forma de prevenção contra a doença. O período atual é pré-sazonal, e a sazonalidade da doença vai de dezembro a maio. Por isso, é importante que as pessoas ainda não vacinadas procurem os serviços de saúde", afirma a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica, Regiane de Paula.  

Todo o território paulista já tem recomendação da vacina, devido à circulação do vírus. No Litoral Norte, a cobertura vacinal é superior a 85% e de 55% na Baixada. Ainda assim, moradores de outras localidades do Estado precisam estar vacinados antes de se deslocarem para essas áreas.  

Devem consultar o médico sobre a necessidade da vacina os portadores de HIV positivo, pacientes com tratamento quimioterápico concluído e transplantados. Não há indicação de imunização para grávidas, mulheres amamentando crianças com até seis meses e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticóides em doses elevadas (como, por exemplo, Lúpus e Artrite Reumatoide). Em caso de dúvida, é fundamental consultar o médico.  

Em 2018, mais de 8 milhões de pessoas já foram vacinadas contra febre amarela. O número ultrapassa a marca da vacinação no decorrer de 2017, quando 7,4 milhões de doses foram aplicadas, e é também superior à vacinação na década anterior 7 milhões de pessoas foram imunizadas entre 2006 e 2016.  

BALANÇOS
 

Em 2018, até 23 de outubro, houve 502 casos autóctones de febre amarela silvestre confirmados no Estado e 175 deles evoluíram para óbitos. Do total, 30,2% das infecções por febre amarela foram contraídas em Mairiporã e 9,5% em Atibaia. Essas duas cidades respondem por 39,7% dos casos de febre amarela silvestre no Estado, e já têm ações de vacinação em curso desde 2017.  

Entre o total de casos, 14 ocorreram no Litoral Norte, dos quais 5 evoluíram para óbito São Sebastião (3 casos com 2 óbitos) e Ubatuba (11 casos com 3 óbitos). Na Baixada, foram 4 casos e 3 óbitos Guarujá (1 caso com 1 óbito), Itanhaém (1 caso com 1 óbito) e Peruíbe (3 casos com 1 óbito).  

Com relação às epizootias, neste ano, 257 macacos tiveram confirmação da doença. A região com maior concentração é a Grande São Paulo, com cerca de metade dos casos. Desse total, 2 casos envolvendo macacos ocorreram na Baixada Santista, e 33 casos ocorreram na região do Vale do Paraíba e Litoral Norte.

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