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Sem cubanos, Campinas perde 52% do Mais Médicos

País caribenho declarou nesta quarta (14) que não irá fazer mais parte do programa depois de declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL)

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Sem Cuba, Campinas vai perder mais de 50% dos profissionais do programa Mais Médicos (Foto: Divulgação/PMC)

O governo de Cuba declarou nesta quarta-feira (14) que não fará mais parte programa do Mais Médicos, depois de declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). O impacto afeta mais da metade dos 87 médicos do programa em Campinas.

A informação foi divulgada por meio de nota do Ministério da Saúde do país caribenho. A decisão surge depois do presidente eleito Jair Bolsonaro questionar pelo Twitter a qualificação dos médicos cubanos. Ele também menciona um projeto para modificar o acordo vigente entre Brasil e Cuba, exigindo uma revalidação dos diplomas internacionais e contratação individual de cada médico.

Em Campinas, a decisão representa uma queda de 52%, mais da metade dos médicos alocados pelo projeto. O programa acomoda 87 médicos da iniciativa na cidade. Destes, 46 são cubanos.

Em nota, a Secretaria de Saúde de Campinas diz que "lamenta a forma abrupta com que foi anunciada a saída de Cuba do Programa Mais Médicos". Informa ainda que aguarda informações e orientações do Ministério da Saúde, pasta responsável pelo programa.

MAIS MÉDICOS

O programa foi criado em 2013, na gestão da presidente Dilma Rousseff (PT). O objetivo da iniciativa era ampliar o número de médicos em cidades do interior do Brasil.

Atualmente são 18.240 vagas no programa em todo o país. Destas, 8,5 mil são ocupadas por médicos cubanos. Eles são selecionados para atender no Brasil por meio de convênios com a Opas (Organização Panamericana de Saúde). As outras vagas são preenchidas por brasileiros formados no Brasil e no exterior.

Os médicos cubanos do Mais Médicos, no entanto, recebem apenas parte do valor da bolsa paga pelo governo do Brasil. Isso porque, no caso de Cuba, o acordo que permite a vinda dos profissionais é firmado com a Opas, e não individualmente com cada médico. O valor integral do salário é pago pelo Brasil à Opas, que faz o repasse para Cuba. Havana paga uma parte aos médicos (cerca de um quarto), e retém o restante.

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