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Estudante fica em 2º lugar em Olimpíada de Astrofísica

Bruno Piazza, de 18 anos, foi selecionado entre 90 mil estudantes brasileiros e competiu com 203 estudantes de 38 países.

| Renan Lopes

Campineiro foi selecionado entre mais de 90 mil alunos brasileiros (Foto: Bruno Piazza/Arquivo pessoal)

Um estudante de Campinas ficou em segundo lugar na 12ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA, na sigla em inglês) em Pequim, na China. Além desta, o Brasil também trouxe para casa duas medalhas de bronze e uma menção honrosa. É o melhor desempenho da equipe brasileira na competição desde 2013.

Bruno Piazza, de 18 anos, ganhou a medalha de prata na olimpíada, competindo com 203 estudantes de 38 países. "É muito gratificante competir com tanta gente de alto nível de todo o mundo e ainda conseguir um bom resultado", celebrou o garoto.

Acostumado a participar das olimpíadas paulistas, ele conheceu as internacionais depois na atual escola em que cursa o 3º ano do Ensino Médio. "Passei a me dedicar a elas desde 2016, no 1º ano do colegial", explicou.  
 
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Foi a segunda vez que ele visitou a China e as duas vezes foram graças aos seus esforços com os estudos. Na metade deste ano, ele visitou o país pela primeira vez para competir em outra olimpíada de astrofísica. Ele ficou em 5º lugar.

Inclusive, o esforço não fica só na resolução de problemas, o garoto conta que a comida e a diferença de fuso-horário também atrapalharam. "A comida foi bem difícil. O que não era desconhecido ou estranho vinha com muita pimenta", brincou. "O fuso horário também não foi fácil. Eram 11h de diferença com o Brasil".

Mas apesar das dificuldades, ele celebra a experiência. "É uma viagem muito enriquecedora. Deu para conhecer muita gente e aprofundar muito mais nas matérias. É algo para levar para a vida", disse.

Prestes a terminar o Ensino Médio, Piazza agora se dedicará aos vestibulares, já que pretende seguir os estudos na área. Ele quer prestar engenharia mecânica e gostaria de ingressar em alguma faculdade da região. "Tenho preferência pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) ou pela USP (Universidade de São Paulo)", disse. "Mas é ideia é seguir pela área".  

Bruno entre a equipe brasileira e os professores (Foto: Bruno Piazza/Arquivo pessoal)
SELEÇÃO

A seleção da equipe brasileira para a competição chinesa teve início em 2017 na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Piazza e mais quatro estudantes brasileiros foram selecionados entre os mais de 90 mil que participaram da OBA.

A primeira seleção é baseada nas pontuações obtidas na OBA do ano anterior. Disso, os selecionados passam por um processo de três provas online que é seguido por uma bateria de provas presenciais.

Selecionada a equipe, os estudantes participaram de treinamentos intensivos, com astrônomos e especialistas, em Vinhedo.

Nesta etapa, os alunos fazem grupos de estudos, oficinas de atividades e observação do céu noturno, com e sem instrumentos, resolução de exercícios, realização de provas simuladas, construção e lançamentos de foguetes de garrafas PET. O grupo também contou com o Planetário Digital Móvel da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica para estudar o céu por meio de projeções. Ainda aprenderam a montar e a manusear diferentes tipos de telescópios.

A OBA é realizada por astrônomos membros da Sociedade Astronômica Brasileira com apoio do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), da Agência Espacial Brasileira, Avibras (Avibras Indústria Aerospacial), Visiona e UNIP (Universidade Paulista). Este ano, a viagem à China só foi possível graças ao edital de apoio ofertado pela Finep (Financiadora de Estudos e Projetos).

A edição de 2018 contou com a participação de 770.338 estudantes dos ensinos fundamental e médio de 8.456 escolas públicas e particulares de todos os estados do país. A olimpíada ainda contou com o auxílio de mais de 65.060 professores.

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