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Jonas lamenta saída de médicos cubanos: "não é pouco"

Chefe do Executivo de Campinas, que preside a Frente Nacional dos Prefeitos, postou texto em suas redes sociais

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Jonas Donizette, prefeito de Campinas. (Foto: Renan Lopes/ACidade ON) 

A decisão de Cuba de encerrar a participação no Programa Mais Médicos no Brasil deixou os municípios em estado de alerta. Em Campinas, segundo o prefeito Jonas Donizette (PSB), 87 profissionais que atuam na cidade são do programa. Desses, 46 são cubanos.

"Parece pouco, mas não é. Quando o assunto é saúde, todo o recurso conta. Cada profissional de saúde a mais significa um atendimento mais ágil e melhor", disse o prefeito em suas redes sociais.

Jonas, que preside a FNP (Frente Nacional dos Prefeitos), defende um novo pacto federativo, com ampliação dos recursos para os municípios. A briga é antiga. Atualmente, os recursos arrecadados no Brasil estão nas mãos do governo federal.

Os municípios recebem apenas 5% desse total, o que não permite, por exemplo, mais contratações e custeios. Essa divisão, segundo o prefeito, congela investimentos. "Campinas investe 31% do orçamento em Saúde, mais que o dobro do que determina a lei", afirmou.

Em nota conjunta no último dia 14, a FNP e o Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde) defenderam o programa e pediram a manutenção do Mais Médicos. O Brasil conta hoje com 8,5 mil profissionais dentro desse programa. As organizações estimam que mais de 29 milhões de brasileiros serão desassistidos.

"Os cubanos representam, atualmente, mais da metade dos médicos do programa. Por isso, a rescisão repentina desses contratos aponta para um cenário desastroso em, pelo menos, 3.243 municípios. Dos 5.570 municípios do país, 3.228 (79,5%) só têm médico pelo programa e 90% dos atendimentos da população indígena é feito por profissionais de Cuba", consta na nota.

A FNP também destaca que os serviços prestados pelos cubanos é aprovado pelos usuários e 85% afirmam que a Saúde melhorou com o Mais Médicos.

SAÚDE

A discussão sobre a revisão do pacto federativo no Brasil é uma bandeira de Jonas. O assunto, no entanto, pouco avançou em Brasília. Na Marcha dos Prefeitos no início deste ano, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), chegou a dizer que essa era a principal reforma que o Brasil deveria fazer nos próximos anos.

Os municípios assumem cada vez mais responsabilidades no custeio da Saúde e da Educação, mas são os que menos recebem recursos. Do total, 70% fica com o governo federal e os outros 25% com os Estados. Essa distribuição deixa os municípios dependentes.

"Uma solução definitiva para saúde no Brasil passa por um novo pacto federativo. É o que defendemos na Frente Nacional de Prefeitos. Menos Brasília e mais Brasil. Menos concentração de arrecadação na União. Mais autonomia e recursos para os municípios, afirmou Jonas.

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