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Manifestantes pedem veto ao reajuste salarial do STF

Grupo protestou contra o aumento salarial dos ministros do STF na manhã deste domingo (18), no Largo do Rosário, em Campinas

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Manifestantes pedem que o presidente vete o reajuste do STF (Foto: Denny Cesare/Código 19)

Um protesto contra o reajuste salarial para ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) aconteceu na manhã deste domingo (18), no Largo do Rosário, em Campinas. 

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Cerca de 70 pessoas participaram do ato que teve início às 10h deste domingo. A ação foi organizada nas redes sociais pelo MBL (Movimento Brasil Livre).

Os manifestantes pediam que o presidente Michel Temer (MDB) vetasse o reajuste salarial para os ministros do STF, que subirá de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil. O aumento foi aprovado no dia 7 de novembro pelo Senado Federal e segue para sanção do presidente.

O aumento do salário dos magistrados gera efeito cascata, já que o valor da remuneração dos ministros é o limite máximo estipulado para os salários do funcionalismo. Além disso, algumas categorias tem suas remunerações atreladas às dos ministros.

Caso aprovado, o aumento poderá causar um rombo de R$ 4 bilhões aos cofres públicos anualmente.  

O presidente Michel Temer tem até o dia 28 de novembro para decidir se sanciona ou veta o reajuste. 



NA JUSTIÇA

O MBL registrou uma ação pública contra o reajuste dos ministros do STF no dia 8 de novembro. A peça foi protocolada na 6ª Vara Federal de Campinas. Ela pede a anulação da decisão do plenário do Senado, que decidiu por 41 votos a 16 conceder aumento de 16,4% para os magistrados.

"Indiscutivelmente a medida aprovada no Senado apunhala não apenas o princípio da moralidade, mas a moral de todo trabalhador, todo brasileiro obrigado a viver com um mísero salário mínimo de menos de mil reais e a suportar uma abjeta carga tributária para custear privilégios e regalias ao alto clero, especificamente, neste caso, aos eminentes ministros do STF", diz a ação.

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