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Ouro Verde: Gaeco mira Prefeitura e prende dono do grupo RAC

Empresário Sylvino de Godoy foi preso na manhã desta quinta-feira na operação que investiga desvios de recursos públicos; ele passou mal e acabou encaminhado para o hospital

| ACidadeON Campinas

Movimentação na garagem da Prefeitura. (Foto: Reprodução EPTV)

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público, com o apoio do Baep (Batalhão de Operações Especiais da PM), deflagrou a 3ª Fase da Operação Ouro Verde na manhã desta quinta-feira (22) e prendeu o empresário Sylvino de Godoy, proprietário do Grupo RAC - que publica os jornais Correio Popular, Notícia Já e Revista Metrópole. O mandado de prisão é temporário e de cinco dias.

Ainda pela manhã o empresário passou mal e foi encaminhado para o Hospital da PUC-Campinas onde permanece internado com a escolta da polícia. Na casa de Sylvino a polícia encontrou R$ 7 mil, US$ 850 e 525 euros, que foram apreendidos.

Além de Sylvino, a operação tem como foco o secretário de Assuntos Jurídicos, Silvio Bernardin, que tem um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça. Promotores do Gaeco fizeram buscas em seu gabinete na Prefeitura na manhã desta quinta-feira (22). Ele ainda não foi encontrado. Por volta das 11h a Prefeitura de Campinas divulgou uma nota informando sobre a exoneração do secretário (VEJA AQUI). Ele está em Basília (LEIA AQUI).

Ao todo foram cumpridos oito mandados de prisão temporária e 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campinas, Jundiaí, Serra Negra e São Paulo. 

Dentre os investigados, além de Bernadin e Sylvino, estão dois ex-diretores do Hospital Ouro Verde e quatro empresários. Os alvos são investigados pelos crimes de organização criminosa, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.  
 
A operação na cidade de Jundiaí prendeu o diretor da Vitale, que administrava o hospital, Thiago Pena. Já na capital foi preso João Carlos da Silva Júnior. Também foi preso Danilo Silveira em Serra Negra. Todos são ligados a Vitale. Todos foram levados para 2ª Delegacia Seccional.

MOTIVO
 
Sylvino teria intermediado a contratação do filho dele, Gustavo Godoy, que também tem mandado de prisão expedido e que está foragido, pela Organização Social Vitale, que administrava na época o Hospital, por um salário maior do que o padrão para o cargo, em troca de omitir nos veículos de comunicação sobre uma suposta ligação da administração municipal no desvio de recursos públicos pela Vitale. Gustavo também tinha uma empresa que prestava serviço de exames de imagens para o hospital. Sylvino chegou a ser grampeado em ligação telefônica ao Diretor da Vitale, Ronaldo Foloni, em conversas que teriam confirmado as suspeitas levantadas pela investigação. LEIA AQUI 
 
Ele também foi flagrado em escutas telefônicas articulando para realizar um levantamento sobre a vida dos vereadores Pedro Tourinho (PT), Tenente Santini e Marcelo Silva, ambos do PSD, e que são oposição ao governo Jonas Donizette (PSB). LEIA AQUI    
  
A polícia apreendeu carros de luxo na casa do empresário. 

Até por volta do meio dia, seis dos oitos mandados de prisão haviam sido cumpridos pela polícia.

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A OPERAÇÃO 

A operação, que foi batizada de "Reação", investiga desvios de recursos públicos do Hospital Ouro Verde em Campinas. Nesta etapa, apurou-se o desvio de mais de R$ 2 milhões de recursos públicos, em esquema criminoso que envolveu o direcionamento de contratação de fornecedores com preços superfaturados e a entrega de vantagens indevidas a agentes públicos.  

Esses valores se somam às quantias apuradas na 1ª e 2ª fases da Operação Ouro Verde, ocorridas em novembro do ano passado e em março deste ano, totalizando a apuração, até então, de cerca de R$ 7 milhões desviados durante a de gestão da Organização Social Vitale no hospital.

Logo cedo os policiais foram até a Prefeitura de Campinas e no condomínio de luxo Chácaras do Alto, no bairro Nova Campinas, onde mora o empresário.    

OUTRO LADO  

 
Por meio de nota, o advogado do empresário Sylvino de Godoy, Ralph Tórtima, disse que Sylvino estava em casa se recuperando de um procedimento cirúrgico realizado na segunda -feira (quando colocou um stencil). Ele foi levado para o Hospital da PUC-Campinas, onde realiza exames e o estado é crítico, podendo ser transferido a qualquer momento para UTI. O advogado afirmou também que teve acesso agora ao processo de investigação do MP e vai se inteirar do caso (analisar o material) para em seguida verificar as medidas que serão tomadas. Sobre Gustavo, Tórtima informou que ele está fora da cidade e vai se apresentar à Justiça.



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