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Feira Hippie é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial

A tradicional Feira Hippie, do Centro de Convivência, foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado

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A lei é uma luta antiga dos quase 400 expositores que tentam o pedido no município desde 2013 (Foto: Divulgação/PMC) 

A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou nessa quarta-feira (05) Projeto de Lei do deputado Gustavo Petta (PCdoB) que declara a popular Feira Hippie do Centro de Convivência de Campinas como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado. Agora, o projeto será levado para a sanção do governador e ficará sob-responsabilidade do Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo) que deve garantir que a feira seja mantida.

Na justificativa, o deputado diz que "a Feira Hippie está cravada na memória afetiva da população campineira, pois há quatro décadas tem sido palco de encontros fortuitos ou combinados, de compra e venda de produtos os mais variados, de apresentações artísticas e atos políticos, de intercâmbio de conhecimentos e práticas culturais etc. Ela tem vida própria e pulsante na veia campineira e por consequência de nosso Estado".

"Com o documento, temos a segurança que a feira continuará e buscamos um reconhecimento da prefeitura de Campinas da feira como ponto turístico da cidade", salientou Rita de Cássia Diogo, representante da AAC (Associação dos Artesãos de Campinas).

A lei é uma luta antiga dos quase 400 expositores que tentam o pedido no município desde 2013, mas que foi arquivado pela secretaria de Cultura de Campinas.

"Agora a intenção é usar o reconhecimento estadual para unir expositores, comissões e associações para lutar pelo tombamento municipal", disse Marcus Vinícius Cassis, sócio fundador da Asseco (Associação dos Expositores do Centro de Convivência Cultura de Campinas).

A FEIRA

Conhecida pela maioria das pessoas como Feira Hippie, considerando que ela surgiu a partir do encontro de pessoas que se identificavam com o Movimento Hippie na década de 70, a Feira de Arte, Artesanato, Antiguidades, Quitutes e Esotéricos do Centro de Convivência Cultural, a feira começou a perder suas características originais quando os expositores passaram a abrir espaço para outras formas de manifestação cultural e artística e a viver o artesanato também como uma profissão e não apenas um estilo de vida.

A Feira começou a funcionar exatamente em 1973, no Largo dos Andorinhas, sendo transferida posteriormente para o Largo do Rosário. A princípio não havia sequer autorização da Prefeitura, o que foi conquistado apenas após várias mobilizações de expositores, em campanha iniciada junto à mídia local e aos clientes.

Em 1974 a Prefeitura concede a autorização para a Feira funcionar aos sábados, domingos e feriados, mas no Largo São Benedito, por pressão dos comerciantes já estabelecidos.

O terceiro local que recebeu a Feira foi a Praça Carlos Gomes, próximo a Prefeitura Municipal de Campinas, posteriormente por breve período na Estação Cultura e hoje é alocada no Centro de Convivência Cultural, no entorno do Teatro.