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Perícia usará scanner 3D em cena do crime da Catedral

A Perícia Criminal fará uma reconstituição do ataque nesta sexta-feira e usará equipamento moderno para obter novas informações sobre o crime que chocou Campinas

| Sarah Britto

Igreja reviverá pior momento de sua história. (Foto: Denny Cesare/Código 19)

Na próxima sexta-feira (21), a Catedral de Campinas reviverá o massacre que deixou seis mortos (a quinta vítima morreu no hospital no dia seguinte) no último dia 11 de dezembro. A Perícia Criminal de Campinas, do IC (Instituto de Criminalística), fará uma reconstituição do ataque e usará um scanner 3D para obter novas informações a respeito do crime.

O templo religioso ficará fechado por duas horas, das 9h às 11h, no dia e no local será refeita a cena do crime. Assim os peritos conseguirão complementar o material já colhido na igreja. 

O IC não deu detalhes sobre como será feita essa perícia. No entanto, o aparelho já foi usado em outros crimes do Brasil. O equipamento também é usado em ações de segurança muito comum em outros países como os EUA, Alemanha e França.

Com o scanner é possível rastrear toda a área onde o crime ocorreu. O laser de scanner captura a imagem, mesmo em locais sem luz, e depois transfere uma cópia do espaço digitalizado para o computador.

O equipamento é útil pois ajuda a encontrar detalhes que só seriam vistos com uma iluminação mais potente. Durante a perícia com o scanner 3D, a igreja ficará fechada aos visitantes e a imprensa não poderá acompanhar o trabalho. 
 
Ontem (18), a Polícia Civil ouviu uma mulher que conversou com o atirador da Catedral, Euler Fernando Grandolpho, 49 anos, cerca de 10 minutos antes do ataque. Ela é costureira e Euler passou em sua loja, que fica no Camelódromo, na área central de Campinas, para pagar uma encomenda. A mulher disse a polícia que o homem pagou R$ 7 de uma encomenda de serviços de um conjunto de roupa de cama. LEIA MAIS AQUI 
 
O CASO

O atirador da Catedral Metropolitana de Campinas, Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, entrou na igreja ao final da missa, chegou a sentar em um dos bancos, a cerca de 10 metros da porta da igreja, e depois de uns 10 minutos se levantou. Na sequência ele saiu atirando contra os fiéis que estavam no local. A missa começou ao meio-dia e o ataque ocorreu pouco depois das 13h.

Ele usou uma pistola automática 9mm para atirar contra as vítimas. Ele guardava também, na cintura, um revólver calibre 38 que não foi usado no ataque. Ele chegou a recarregar a arma e efetuou mais de 20 disparos.

As três primeiras vítimas estavam sentadas no banco atrás dele. A ação durou menos de dois minutos e a polícia afirmou que ele usou dois pentes da pistola durante a ação.

No local ele matou quatro pessoas: Sidinei Vitor Monteiro, José Eudes Gonzaga Ferreira, Cristofer Gonçalves dos Santos e Elpidio Alves Coutinho. O aposentado Heleno Severo Alves, de 84 anos, morreu no dia seguinte, no Hospital Mário Gatti. 


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