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Profissão de cuidador de idoso cresce 537% em dez anos

Em segundo lugar, está a profissão de professor de nível superior na educação infantil em terceiro o preparador físico

| ACidadeON Campinas

A população, qualidade e expectativa de vida dos idosos aumentaram (Foto: Weber Sian / A Cidade) 

A profissão de cuidador de idosos foi a ocupação que mais cresceu entre 2007 e 2017, com um aumento de 537% entre os anos, de acordo com dados divulgado pela Rais (Relação Anual de Informações Sociais) do Ministério do Trabalho.

Em segundo lugar, está a profissão de professor de nível superior na educação infantil, que cresceu 398% entre 2007 e 2017, e, em terceiro o preparador físico, que cresceu 327% durante o mesmo período.

O número de cuidadores de idosos cresceu significantemente durante estes dez anos, passando de 5.263 profissionais em 2007 para 34.051 em 2017, um crescimento de 547%. Destes, 85% são mulheres com o ensino médio completo. O maior número de postos para a profissão é no Estado de São Paulo, com 11.397 postos criados durante este período.

A razão para o aumento desta profissão é simples: a população, qualidade e expectativa de vida dos idosos aumentaram.

E este número tende continuar em crescimento. De acordo com as projeções da Fundação Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados) divulgados em 2017, a população acima dos 60 anos da RMC (Região Metropolitana de Campinas) triplicará até 2050.  



PROFISSIONALIZAÇÃO


Por este motivo, a profissionalização do cuidador de idosos é cada vez mais necessária. "As famílias que buscam um cuidador não querem mais alguém com experiência, mas uma pessoa capacitada", explicou Jéssica Pontes, enfermeira e proprietária da Senilar Cuidadores, uma empresa que agencia, treina e gerencia profissionais do ramo.

Jéssica abriu a empresa há três anos, inicialmente apenas como uma agência de recrutamento e seleção. Mas durante os primeiros meses percebeu que recebia muitos currículos de candidatos sem qualificação e recebia o contato de famílias que buscavam o serviço de gestão do profissional.

"As pessoas não querem mais só o contato do cuidador, mas que se faça o treinamento e a gestão destes profissionais", disse. "Por isso fizemos a expansão e hoje nosso serviço capacita e supervisiona o exercício do cuidador".

MERCADO

Buscando recolocação no mercado, Eliana Rubino, de 57 anos, fez o curso de cuidador no Senac há cerca de cinco mesmo. "Estava desempregada e vi neste mercado de cuidador uma oportunidade", explicou. Ela chegou a exercer a função informalmente anteriormente e conta que teve mais facilidade em encontrar clientes depois que se profissionalizou.

"As pessoas acham que o cuidador fica só ali do lado do idoso, mas a profissão vai muito além disso. É preciso, cuidar, interagir, entender o que o idoso e a família dele precisam", explicou. "É uma profissão que não tem muito reconhecimento".

Jéssica Ribeiro, de 30 anos, buscou a profissionalização em 2014, quando precisou cuidar da avó que ficou acamada e percebeu que este era um serviço que poderia oferecer. "Sempre busco oferecer um tratamento diferenciado e personalizado. Como se eu estivesse cuidado da minha própria avó", conta.

Ela explica que o intermédio da agência é bom não só para encontrar mais clientes, mas também para determinar quais as funções do cuidador. "Muitas famílias acham que o cuidador fica responsável do idoso e de todas as funções domésticas da casa, e não é bem assim", explicou. "Com o contrato da agência fica tudo bem estipulado e não ficamos com a função sobrecarregada".

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