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Na CP: Jonas faz palanque e diz que Bernardin faz falta

Prefeito prestou depoimento na manhã desta quinta-feira na Comissão Processante que investiga sua omissão nos desvios de verba pública do Caso Ouro Verde

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Jonas depôs na manhã desta quinta-feira na Câmara de Campinas. Foto: Luciano Claudino/Código 19

O prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB) prestou, na manhã desta quinta-feira (7), durante uma hora e meia, depoimento na CP (Comissão Processante) que investiga sua omissão diante dos desvios de verba pública do Hospital Ouro Verde apontados pelo MP (Ministério Público).

Durante o depoimento os vereadores da base (que compõe a Comissão Processante) abriram espaço para Jonas falar sobre investimentos em obras e na Saúde de Campinas. Só depois o prefeito passou a falar sobre a investigação.  

Em sua fala Jonas afirmou que o ex-secretário de Assuntos Jurídicos, Silvio Bernardin, preso na 3ª fase da Operação Ouro Verde e solto ontem, faz falta na Administração. 

"O secretário Silvio foi solto. Ele é acusado e eu o demiti quando isso ocorreu. Mas ele é uma pessoa humilde, simples e quando teve busca em sua casa nada foi encontrado. Eu vejo incoerência em querer imputar culpa a alguém que está sendo julgado", afirmou. "Ele me faz muita falta na Prefeitura, porque é uma pessoa competente", completou o prefeito.  

Sobre a contratação de Maurício Rosa, que foi arrolado como testemunha de acusação, mas não prestou depoimento, e que teria criado um "Plano B" para desvios de verba pública, Jonas manteve o discurso de nomeação técnica. 
 
"Estávamos com dificuldades para contratar, surgiu a ideia do currículo e fizemos uma triagem. O Michel encaminhou o do Maurício, que depois passou por uma entrevista técnica e foi contratado", analisou. LEIA MAIS AQUI    
 
ACUSAÇÃO  

O vereador Marcelo Silva (PSD), autor do pedido da CP, teve problemas durante sua fase de perguntas. Como ele foi o último a poder fazer as indagações ao prefeito, acabou repetindo as mesma peguntas feitas anteriormente pelos membros da comissão. Por isso, o prefeito se recusou a repetir as respostas.    

Em seguida Marcelo e Jonas trocaram acusações pessoais já que Marcelo integrou o governo Jonas em seu primeiro mandato e Jonas usou isso para indagá-lo. O vereador por sua vez respondeu ter deixado o cargo quando diz ter percebido que a Administração já não compactuava com seus interesses.
 
O vereador também indagou o prefeito sobre o número de vezes que ele foi até a Procuradoria de Justiça em São Paulo. Uma investigação sobre o caso segue pela Procuradoria Geral de Justiça já que o prefeito tem foro privilegiado. Jonas respondeu e disse que esteve no local na última semana. 
 
"Várias perguntas direcionadas sobre a omissão não foram respondidas. Elas iriam elucidar essa omissão do prefeito. As respostas dadas antes não foram suficientes", disse o vereador após o depoimento do prefeito. "Existem fatos contundentes, provas, testemunhas. Acho que fica impossível um relatório que não aponte para a cassação", terminou.  
 
Já o prefeito declarou que ficou satisfeito com o depoimento. Lembrou que seu nome nunca foi citado, que a Prefeitura nunca liberou verba a mais para a Vitale e que espera sua absolvição. "Fica minha tranquilidade porque tudo o que era necessário ser feito, foi feito. Ganhamos na Justiça duas vezes e me senti contemplado no meu depoimento e espero que os vereadores estejam baseados na Justiça", comentou.