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Dupla que pichava prédios na região do Guarani é presa

Dupla usava carro com adesivo da Emdec para transporte por aplicativos para disfarçar fuga

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Dupla foi flagrada invadindo prédio no final do ano passado. Foto: Reprodução de vídeo

A Polícia Civil prendeu na manhã desta quinta-feira (7) dois homens que pertencem a um grupo que faz pichações em prédios da região da Avenida Princesa d´Oeste e do estádio Brinco de Ouro da Princesa, no Guarani, em Campinas.  

Segundo a investigação, eles invadem os prédios com chaves falsas durante a madrugada, usam os elevadores para atingir andares altos e fazem as pichações no local. A prisão é por formação de quadrilha e é válida por cinco dias.  

O mandado de busca e de prisão foi cumprido na manhã de hoje pelos investigadores do 10º Distrito Policial em duas casas no Jardim Ademar de Barros e no Parque D. Pedro II, na região do distrito do Ouro Verde. A polícia agora busca identificar ao menos outros dois integrantes da mesma quadrilha de pichadores.  

Segundo a investigação, a quadrilha usava um veículo com adesivo de identificação de veículos que trabalham com transporte por aplicativo, de acordo com regulamentação da Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas). O carro com a identificação ajudava o grupo a despistar a Polícia Militar durante os deslocamentos que eles faziam durante a madrugada.   

Dupla foi flagrada invadindo prédio no final do ano passado. Foto: Polícia Civil
"A atuação é por invasão, dano ao patrimônio e por formação de quadrilha. Esses grupos estão acostumados a serem detidos e, depois assinam apenas um Termo Circunstanciado na delegacia e são liberados, mas nesse caso houve invasão comprovada por filmagens de câmeras dos prédios e se enquadrou como formação de quadrilha, então cabe a detenção por um tempo maior", explicou o chefe dos investigadores do 10º DP, Marcelo Hayashi.  

Foram presos Antonio Henrique de Oliveira Santos, de 26 anos, que é conhecido pelo apelido de "Baby", e Alan Barbosa Pereira, conhecido como "Arriscado", de 27 anos.  

Nas casas dos presos foram encontrados diversas anotações com desenhos e assinaturas de pichações iguais aos pichados nos prédios investigados, além de pincéis, rolos de pintura, tintas e pés de maconha - uma foi encontrada na casa de Antonio e duas plantas na casa de Alan. O carro (Renault/Sandero), que tinha o adesivo da Emdec, e uma moto, também foram apreendidos na casa de Antonio.  

Os policiais chegaram à dupla após síndicos dos prédios pichados irem até a delegacia com imagens das invasões. Com isso, os investigadores conseguiram identificar dois dos pichadores que aparecem nas imagens. Eles também tinha registro na Polícia Civil por terem sido detidos por cometerem as pichações.  

"Os investigadores analisaram diversas escritas, imagens de sistemas de segurança e redes sociais, e com estas informações identificaram os dois presos", explicou Hayashi. "A ousadia deles não se limita apenas nas pichações, eles exibem em redes sócias suas ações, tiram fotos no interior de elevadores de prédios e exibem matérias jornalísticas das detenções como troféus de seus feitos", continuou o policial.  

Ambos já possuem termos circunstanciados por este tipo de crime e ainda cumprem as medidas impostas na lei 9.099/92. "Interrogados, eles assumem os crimes investigados, bem como terem participado de grupos de pichações. Antonio e Alan são investigados pelos crimes 150 e 288 do Código Penal e cumprirão prisão temporária de cinco dias permanecendo recolhidos na cadeia pública do 2º Distrito Policial", afirmou o chefe dos investigadores. 


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