Aguarde...

ACidadeON Campinas

Campinas
mín. 20ºC máx. 36ºC

cotidiano

Sem chuvas constantes, vazão do Atibaia fica 37% abaixo da média

O levantamento de dados mostra que a vazão média na captação em Valinhos (principal ponto) foi de 25,08 m³/s em janeiro deste ano; Já a média histórica para o mês é de 39,54 m³/s

| ACidadeON Campinas

O Rio Atibaia na região de Sousas, responsável pelo abastecimento de Campinas. Foto: Denny Cesare/Código 19

A falta de chuvas constantes e típicas de Verão fez com que a vazão do Rio Atibaia que abastece 95% de Campinas durante janeiro fosse 37% abaixo da média histórica para o mês, de acordo com dados do Consórcio PCJ (Piracicaba, Capivari e Jundiaí). 

O levantamento de dados mostra que a vazão média na captação em Valinhos (principal ponto) foi de 25,08 m³/s em janeiro deste ano. Já a média histórica para o mês é de 39,54 m³/s.

Essas medições feitas na captação de Valinhos, a 1 quilômetro do ponto onde Campinas faz a captação de água. Em janeiro de 2018, o dia com maior vazão foi o dia 4, quando 51,5 m³/s de água passaram pelo local. Já neste ano, no dia 7, o número foi maior: 69,3 m³/s.  
 
LEIA TAMBÉM 
Frente fria traz chuva e deve mudar o tempo na região
Defesa Civil emite alerta para chuvas em Campinas


Em Campinas, a captação é feita direta do rio. Ou seja, não existe um sistema de represamento do rio e captação desse sistema como é o Sistema Cantareira. Por isso, a cidade precisa de uma vazão mínima para que as bombas consigam puxar a água para tratá-la.

No auge da crise hídrica, em fevereiro de 2014, a vazão mínima para captação chegou a menos de 1,64 m³/s quase levando a cidade a adotar o rodízio de água. Depois da crise e com a nova portaria de outorga do Sistema Cantareira, de junho de 2017, a vazão do Atibaia para Campinas deve ser de, no mínimo, 10 m³/s.

PREOCUPAÇÃO

Essa falta de chuvas, que já mostram a uma média de vazão menor que a média histórica no Rio Atibaia, também preocupam o Consórcio em relação ao Sistema Cantareira. Em fevereiro, o sistema está na faixa de atenção, operando a 43% da sua capacidade. No ano passado nesse mesmo o período, o sistema operava acima dos 54%.

As chuvas na cabeceira dos reservatórios também foram menores, cerca de 20,6% abaixo do esperado para o mês. A preocupação do consórcio é justamente com impacto disso nos rios das Bacias PCJ, que ficam a jusante do rio (depois do Cantareira).

EXPECTATIVA

De acordo com o Consórcio, a expectativa dos técnicos é que as chuvas voltem a ocorrer no mês de fevereiro para que os reservatórios do Sistema Cantareira aumentem suas reservas.

O ideal é que o sistema opere em 60% da sua capacidade a partir de abril para garantir um volume de segurança, permitindo à região atravessar os meses de estiagem, que irão de maio a outubro.

Comentários

"O site não se responsabiliza pela opinião dos autores. Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do ACidade ON. Serão vetados os comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. ACidade ON poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios deste aviso."

Facebook

Mais do ACidade ON