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Mudança: 2ª fase da Unicamp terá redação única e pergunta em inglês

Unicamp também diminuirá prova de três dias para dois; para Comvest, prova busca aluno que não é especialista em tudo

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A Unicamp, em Campinas. (Foto: Antoninho Perri/Unicamp) 

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) aprovou nesta quinta-feira (14) uma série de mudanças na 2ª fase do vestibular, entre elas a diminuição de três para dois dias de prova, uma redação única e a volta da pergunta dissertativa em inglês (com resposta em português).

As informações foram confirmadas pela Comvest (Comissão Permanente para os Vestibulares) da Unicamp. A votação ocorreu na manhã desta quinta e foi aprovada por unanimidade pela Câmara Deliberativa da Comissão, no próprio campus.

Além das mudanças citadas, a Unicamp também mudará o peso das áreas de conhecimento, tornando a prova mais relevante por interesse do aluno. Por exemplo, se o aluno tem interesse em um curso de exatas, a prova será de ciências exatas com 18 perguntas da área e outras quatro de ciências humanas e biológicas.

O mesmo ocorre com as outras duas áreas (a distribuição de perguntas). Já na redação, ainda se mantém a proposta de dois temas, mas será obrigatório a elaboração de apenas um texto.

"Queremos valorizar o aluno que não é especialista, mas que tenha uma visão geral. É uma prova que vai cobrar a visão de mundo. Mas, é claro, o aluno terá que ter interpretação de texto e raciocínio lógico", explicou o coordenador da Comvest, José Alves Freitas Neto.

PESO DE CADA PROVA

A Unicamp ainda decidirá, junto com os coordenadores de cada graduação, o peso que cada curso terá nas questões de cada área de conhecimento na 2ª fase. Essa votação ocorre em maio.

No entanto, o número de questões interdisciplinares já está definida: serão seis, sendo duas escritas em inglês. A duração da prova também aumentou: de quatro para cinco horas.

A Comvest acredita que o tempo será suficiente para a execucação da prova. "O aluno estará mais confortável na área que mais conhece. Além disso, só terá que escrever só uma redação", disse Freitas Neto.

RELAÇÃO COM COTAS

A Comvest também afirmou que essa mudança está alinhada com a aprovação das cota étnico-raciais, aprovadas no último ano e que passaram a valer a partir do vestibular de 2019.

Para o coordenador do vestibular, essa mudança é uma segunda etapa da aprovação das cotas. "Se sinalizamos como uma Universidade mais diversa, temos que fazer uma prova que esteja alinhada com essas perpectivas de poder cobrar conhecimentos que estejam em diálogo com essa realidade do aluno. Se cobramos conhecimentos muitos específicos de todas as áreas acaba prejudicando um candidato, mesmo que seja um autodidata - já que teria muito esforço pessoal deles", concluiu Freitas Neto.

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