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Prefeitura estuda criação do Mais Médicos campineiro

A Secretaria de Saúde já elaborou um projeto de lei que vai abrir até 150 vagas nos mesmos moldes do programa federal; ele será encaminhado à Câmara em breve

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O secretário de Saúde, Carmino de Souza, confirmou a criação do Mais Médicos campineiro (Foto: EPTV) 

A Prefeitura de Campinas elaborou um projeto de lei para implantar o Mais Médicos campineiro. O objetivo é conseguir suprir o déficit na atenção básica, que hoje é de cerca de 120 profissionais, segundo a Secretaria de Saúde da cidade. Além disso, no futuro o município deverá deixar o programa federal.

De acordo com o secretário de Saúde, Carmino Antonio de Souza, o projeto de lei está pronto e, a partir de agora, haverá conversas com o CMS (Conselho Municipal de Saúde) e Comissão de Saúde da Câmara. Na sequência ele será enviado à Casa.

A intenção é conversar com as faculdades de medicina da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), PUC-Campinas e São Leopoldo Mandic, já que a intenção é contratar profissionais formados nesses locais. O projeto vai criar entre 120 e 150 vagas.

Os médicos vão receber uma bolsa, num valor ainda a ser definido, nos mesmos moldes como ocorria no programa federal. "Ainda temos que conversar com todos esses autores que falamos, mas em breve vamos encaminhar o projeto de lei", contou.

O secretário ainda afirmou que, pelas novas regras, Campinas não deve receber mais profissionais do programa federal no futuro. Atualmente a cidade tem 79 profissionais do Mais Médicos - no total, o município pode receber 120.

"Campinas não é considerada uma cidade prioritária. O programa deve focar outras cidades mais vulneráveis do Brasil", disse.

DESISTÊNCIAS


No último dia 4, o ACidade ON Campinas revelou que a cidade perdeu quatro médicos brasileiros que assumiram vagas na rede pública pelo programa Mais Médicos após a saída dos profissionais cubanos.

Os médicos estavam alocados em três CSs (Centros de Saúde). Dois estavam no CS Figueira, um no CS Costa e Silva e o último no CS Vila Rica. No total, são 42 vagas para a cidade, de acordo com o edital.

Segundo a Secretaria de Saúde, não há desassistência na rede pois no dia 28 de março outros dois médicos assumiram vagas no Programa Mais Médicos em Campinas. Um foi para o Figueira e o outro para o Carvalho de Moura.

NO LEGISLATIVO

A Câmara de Campinas também anunciou, no mês passado, que deve criar uma comissão para estudar uma forma de criar uma espécie de Mais Médicos municipal, com médicos cubanos que trabalhavam na cidade e foram demitidos após o governo de Cuba decidir abandonar o programa, em novembro do ano passado.

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