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Rede Mário Gatti contrata empresa de servidor público

Rede contratou a empresa de um médico concursado para a prestação de serviço de motorista; Prefeitura informou que o caso será apurado

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A empresa chamada Medicar venceu a licitação que vai contratar os motoristas de ambulância 

A Rede Mário Gatti contratou uma empresa de um servidor concursado da própria Secretaria de Saúde para a prestação de serviço de motorista para o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). A medida é inconstitucional e desrespeita a lei federal 8666/93, que versa sobre licitações no serviço público. A homologação vai ocorrer nos próximos dias e a assessoria de imprensa da Prefeitura confirmou que vai investigar essa nova informação. 

A empresa chamada Medicar venceu a licitação que vai contratar os motoristas de ambulância da Rede Mário Gatti. O anúncio do vencimento foi feito por meio da abertura dos envelopes no dia 11 deste mês.

O edital 04/2019, lançado no começo deste ano, indica que a Medicar, vencedora do lote 2 deste certame, será responsável por 12 postos de trabalho que servem o Hospital Municipal Doutor Mário Gatti e oito postos que atendem nas unidades de pronto atendimento espalhadas pela cidade.

Um destes postos de trabalho é na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Carlos Lourenço. O problema é que essa unidade, que já tem o prédio pronto, está parada e sem previsão de quando irá funcionar. Ela custou R$ 5 milhões e deveria estar funcionando desde maio de 2017.

SÓCIO

Um dos sócios da Medicar é o médico Willi Davidson Leão Mota, que está lotado na Rede Mário Gatti - a informação foi confirmada na Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo).

De acordo com o Portal da Transparência da Prefeitura de Campinas, além da licitação, ele é lotado no Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), com um salário de R$ 11.563,98, pago no último dia 30 de março.

De acordo com a lei 8666/93, no artigo 9, não poderá participar, direta ou indiretamente, da licitação ou da execução de obra ou serviço e do fornecimento de bens a eles necessários: servidor ou dirigente de órgão ou entidade contratante ou responsável pela licitação.

MAIS UMA

O MP (Ministério Público) investiga a contratação de uma OS (Organização Social) pela Rede Mário Gatti, em Campinas. O diretor-presidente da Sanasa, Arly de Lara Romêo, já foi presidente desta instituição, mas deixou o cargo em setembro do ano passado.

O Cejam (Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim) foi contratada para prestar fornecimento de serviços médicos no Hospital Ouro Verde por um valor de R$ 1,6 milhão. O contrato foi assinado no dia 11 de dezembro de 2018. (LEIA MAIS AQUI)

OUTRO LADO

A Rede Mário Gatti informou, através de nota oficial, que o processo atendeu a todos os requisitos previstos em lei e vai apurar esta informação.

A Medicar foi procurada e um email foi enviado à empresa. Não houve retorno até a publicação da reportagem.