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Ouro Verde: ex-servidor nega envolvimento em crimes

Anésio Corat Júnior e Ramon Luciano da Silva prestaram depoimentos nesta terça e apenas o primeiro falou; ele negou tudo

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Anésio Corat Júnior e Ramon Luciano da Silva prestaram depoimento nesta terça (Foto: Denny Cesare/Código19) 

O ex-diretor do Departamento de Contas na Saúde, Anésio Corat Júnior, e o ex-servidor municipal Ramon Luciano da Silva prestaram depoimentos na tarde nesta terça-feira (16). Eles foram presos durante a segunda fase da Operação Ouro Verde, que investiga supostos desvios de verba no Hospital Ouro Verde, em Campinas.

Os depoimentos eram para terem ocorrido no dia 22 de novembro, data da 3ª fase da operação e, depois, a audiência foi remarcada para 12 de março, o que acabou não ocorrendo também.

Anésio foi o primeiro a falar. Ele negou ter recebido propina e negou qualquer vínculo mais próximo com outros réus. Já Ramon preferiu manter o silêncio e não respondeu as perguntas.

Ambos foram presos em março do ano passado, mas em novembro eles e outros quatro alvos da segunda fase da operação foram beneficiados por um habeas corpus. Eles foram denunciados à Justiça por organização criminosa, corrupção e peculato.

Na época das operações, na casa de Anésio, os promotores e policiais militares encontraram R$ 1,2 milhão em dinheiro. Na época, ele disse que o dinheiro era de um parente. Em depoimento, Anésio negou que tenha se envolvido em esquema de pagamentos ilícitos.

O promotor de Justiça Daniel Zulian, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), afirmou que a audiência ajudou a acusação a provar ainda mais as denúncias.

"Hoje nós tivemos um interrogatório dos dois réus e apenas um prestou declarações. A audiência foi positiva para a acusação, porque embora o Anésio negado a participação no crime, ele não conseguiu refutar as provas já levantadas", afirmou.  

OUTRO LADO 

A defesa de Anésio Corat Júnior disse que "a audiência foi muito positiva". "Foram esclarecidas, entre outras questões, aquela envolvendo os R$ 250 mil, do custo compartilhado; a que diz respeito à origem do numerário encontrado na residência do primo; e à ausência de prejuízos para a Administração, já que os repasses estavam condicionados ao cumprimento das metas".

Já o advogado de Ramon, Bruno Bachelli, esclareceu que há celulares e notebooks do réu que não foram periciados e não teve acesso, o que traria prejuízo a defesa, de forma que esclarecerá os fatos somente após isso.


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