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Instituto Federal deve perder bolsistas com cortes

Os cortes deverão ser na assistência estudantil, bolsas de pesquisa, bolsas de ensino, entre outras

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IFSP de Campinas fica no CTI Renato Archer 

Os pesquisadores do IFSP (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo) de Campinas já começaram a estudar onde farão os cortes de verba. O motivo foi o corte dos investimentos anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) na última quarta-feira (08).  
 
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Atualmente o orçamento anual do IFSP - Campinas é de R$ 1,1 milhão. Com o corte emergencial anunciado pelo governo, os profissionais deverão conseguir trabalhar com cerca de R$ 814 mil.

De acordo com o pesquisador e professor de informática da unidade de ensino, André Luís Bordignon, os profissionais estão todos estudando onde serão os cortes, mas é provável que as bolsas oferecidas aos estudantes acabem.

"Eu tenho bolsista de extensão e a bolsa for cortada. O trabalho era de oito meses, mas agora, por conta dos cortes, terei que pagar só dois meses", explicou o pesquisador.

Segundo o professor os cortes deverão ser na assistência estudantil, bolsas de pesquisa, bolsas de ensino, entre outras.

"É essa ajuda de custo, principalmente para alunos de maior necessidade econômica, que o ajuda a permanecer aqui. Temos certeza que vamos perder muitos com esse corte", disse.

OUTRO LADO

O IFSP informou que o bloqueio de 30% do recurso gera um impacto, se mantido até o final do exercício, correspondente a R$ 35 milhões no orçamento de todas as unidades.

"Esta ação poderá comprometer a execução das atividades planejadas de ensino, pesquisa e extensão dos nossos 36 institutos, para o segundo semestre. Atualmente, há um grupo de trabalho dentro do IFSP discutindo os impactos que o bloqueio do orçamento trará para cada um dos câmpus da instituição", disse a nota.

A reitoria informa, ainda, que nos próximos dias participará das ações programadas pelo CONIF junto ao MEC e ao Congresso Nacional, com o objetivo de reverter a decisão do bloqueio.

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