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A luta de uma mãe para engravidar e criar a filha

Suellen teve uma gravidez quase milagrosa; um problema no parto e a filha teve paralisia cerebral; conheça a história

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Suellen e a filha de dez anos (Foto: Arquivo Pessoal)

Primeiro uma descoberta que dificultava a capacidade de engravidar. Depois a superação deste estado e a gravidez veio naturalmente. Nasce a filha e um problema a deixa com paralisia cerebral. Mesmo assim, Suellen Cristina dos Santos, de 37 anos, conseguiu passar por todos esses momentos e hoje luta para dar a melhor criação possível para a já jovem filha.

Mesmo diagnosticada com síndrome de ovário policístico, Suellen engravidou a primeira vez com 26 anos naturalmente, sem remédios para ovulação. Descobriu a gravidez com quatro meses de gestação, já que com a síndrome, os sintomas eram bem parecidos. Desde o início ela sempre quis ser mãe, porém o companheiro não.

"A maternidade é desafiadora sim, em primeira instância para a própria mãe, pai e para aqueles que estão mais próximos, mas se ela contar com tal rede de apoio, como falamos ela terá mais condições para lidar com as adversidades que vem com a responsabilidade do cuidar do outro, cuidar de uma vida. Na relação com uma criança, os desafios acabam sendo superados pelos laços de afeto", explicou Leidiany Silva, professora de Psicologia do UniMetrocamp | Wyden.

O parto foi bem difícil, em função de um prolapso de cordão umbilical: o cordão saiu bem antes do bebê, impedindo da criança nascer naturalmente. A recém-nascida nasceu em óbito já que ficou 40 minutos sem oxigênio de uma cesariana sem anestesia.

Hoje, Suellen tem uma menina de 10 anos com paralisia cerebral. A mãe cuida da filha sozinha, somente com a ajuda dos pais, já que sem eles, ela não conseguiria trabalhar.

"As ações da psicologia devem ser em conjunto com outras áreas, um trabalho interdisciplinar, por exemplo em parceria com assistentes sociais. Diante do contexto da Suellen faz-se necessário uma rede de apoio psicossocial, por exemplo, os filhos devem acesso a escola e atendimento de saúde básica, por exemplo", continuou.

Suellen é cabeleireira, crocheteira, faz bolos e revende produtos para suprir as necessidades de casa e da menina.

"O que deve ser revisto é o papel do ser pai. Independente de se ter uma relação ou não, o pai também é responsável não só financeiramente pelos seus filhos. O mercado de trabalho também deve construir um novo olhar sobre o espaço que a mulher ocupa, ela seja mãe ou não", finalizou.

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