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Contra corte da Educação, multidão invade a Glicério

Grupo de estudantes da Unicamp bloqueou, por volta das 7h15, todas as faixas de acesso da Avenida Guilherme Campos à entrada da universidade

| ACidadeON Campinas

Grupo de estudantes fechou via pela manhã. Foto: Larissa Castro/EPTV

Os cortes anunciados para a área da Educação geram hoje (15) o primeiro grande protesto contra o governo Jair Bolsonaro (PSL) nas principais cidades do país. Em Campinas, um grupo de estudantes da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) bloqueou, por volta das 7h15, todas as faixas de acesso da Avenida Guilherme Campos à entrada da universidade.

O bloqueio causou reflexo no trânsito também nos acessos da avenida para a Rodovia D. Pedro, próximo ao Parque D. Pedro Shopping. Por volta das 7h30 a Polícia Militar Rodoviária chegou ao local para organizar a manifestação. Com faixas e cartazes os estudantes fizeram o ato em defesa das universidades, da pesquisa científica e do investimento na educação básica. Eles cantavam: "Trabalhador preste atenção, a nossa luta é pela Educação". Por volta das 8h, os policiais conseguiram liberar uma das faixas da via para dar passagem aos veículos e destravar o trânsito no local. 
 
CENTRO E LARGO DO ROSÁRIO
  

 

Por volta das 10h, um grande número de pessoas se concentrou no Largo do Rosário, na região central de Campinas. O ato tem apoio da Apeoesp (Associação Professores Ensino Oficial do Estado de São  Paulo). Segundo estimativa da Polícia Militar, por volta das 11h, havia no local ao menos 2,5 mil pessoas. Os organizadores falam em sete mil pessoas. Pouco antes do meio-dia, os manifestantes saíram em caminhada pela Avenida Francisco Glicério. Agentes da Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) tiveram que fazer bloqueios e fechar a avenida. Parte do fluxo de veículos que iria cruzá-la, teve que seguir na contramão. 

Agentes de trânsito monitoram e bloqueiam as vias do entorno auxiliando também o trânsito.  
 
Não há um levantamento oficial sobre unidades escolares afetadas e sem aula na manhã desta quarta-feira por causa das manifestações. Quando isso ocorrer a matéria será atualizada.
 

Multidão no Largo do Rosário em ato contra cortes na Educação. Foto: Luciano Claudino/Código 19

 
O ATO

As manifestações acontecem após o MEC (Ministério da Educação) anunciar um congelamento orçamentário que atinge recursos desde a educação infantil até a pós-graduação, com suspensão de bolsas de pesquisa oferecidas pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).  

Nas universidades federais, o bloqueio anunciado foi de 30% dos recursos destinados a gastos discricionários (como água, luz e serviços de manutenção). O bloqueio de repasses para a Educação anunciado pelo MEC passa de R$ 7 bilhões.  

Os atos acontecem em todo o país. Segundo o Conselho de Reitores das universidades estaduais de São Paulo, a Unicamp, USP e Unesp responde por mais de 35% da produção científica nacional e são responsáveis por 35% dos programas de pós-graduação de excelência no país.  


 
Na Unicamp são ao menos 15 bolsas da Capes que foram restituídas à universidade. Segundo a instituição, tanto as bolsas de mestrado e doutorado como pós-doutorado dos programas 6 e 7 foram restituídas no sistema. Apesar da restituição, há ainda 40 bolsas cortadas, do Programa Demanda Social (programas 3, 4 e 5) das quais 23 são de doutorado e 17 são de mestrado.  

Cerca de 95% da produção científica brasileira é feita em universidades públicas e por institutos de pesquisa, federais ou estaduais. As pesquisas nas universidades são financiadas majoritariamente pelos governos e os recursos são fundamentais para o funcionamento das universidades.  


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