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Campinas tem 3ª pior gestão pública na RMC, diz pesquisa

Campinas é vista com baixo grau de satisfação pelos campineiros e ficou em 3º lugar no ranking de administração municipal entre as 15 maiores cidades da RMC

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Campinas teve avaliação negativa na gestão municipal em pesquisa divulgada nesta quarta (Foto: Carlos Bassan/PMC)  
A gestão do governo Jonas Donizette (PSB), em seu segundo mandato (desde 2017), é vista com baixo grau de satisfação pelos campineiros e ficou em 3º lugar entre as 15 maiores cidades da RMC (Região Metropolitana de Campinas), revelou pesquisa da Indsat (Indicadores de Satisfação dos Serviços Públicos).

O ranking de avaliação das gestões públicas das cidades da RMC e das maiores do Estado de São Paulo foi publicada nesta quarta-feira (22). Os dados referem-se ao primeiro trimestre de 2019.

Em primeiro lugar como pior gestão municipal na região está Paulínia, com baixíssimo grau de satisfação a cidade vive problemas administrativos constantes, com troca de prefeitos, e deve, inclusive, ter novas eleições ainda este ano. Em segundo lugar, está Artur Nogueira. Apenas duas cidades (Indaiatuba e Jaguariúna) têm alto grau de satisfação - veja o ranking completo abaixo.

NO ESTADO DE SÃO PAULO

Nenhuma das 10 maiores cidades paulistas teve alto grau de satisfação na pesquisa da Indsat. Em 1º lugar, ficou São José dos Campos, com grau médio de satisfação. Em segundo lugar ficou a cidade de Santo André, com também grau médio de satisfação. No ranking das dez maiores cidades do Estado, Campinas ficou em 6º lugar.

A PESQUISA

Foram 600 entrevistas domiciliares em cada município, o que dá uma margem de erro de 4,8% por pesquisa sob um intervalo de confiança de 95%. Em todas as 10 cidades, portanto, foram 6 mil entrevistas, sob uma margem de erro de 1,8% em um intervalo de confiança de 95%.

O Indsat foi criado em 2013. Em abril deste ano, o Instituto divulgou que Campinas era a 11ª em ranking de satisfação com qualidade da água na RMC.

OUTRO LADO

Campinas respondeu em nota oficial, confira na íntegra: "A mesma pesquisa mostra que entre as 10 maiores cidades do Estado de São Paulo, Campinas tem a sexta melhor avaliação, tendo subido duas posições em relação ao levantamento anterior. A comparação com municípios de menor porte é inadequada até porque Campinas, como sede da Região Metropolitana, atende a demanda por serviços públicos de várias outras cidades, principalmente na saúde. A crise econômica que atinge o país também tem graves consequências nas grandes metrópoles, onde há maior concentração de pessoas desempregadas e, em razão disso, mais demanda por serviços públicos. A Prefeitura de Campinas tem hoje várias obras em andamento, como os corredores do BRT, o Ambulatório Médico de Especialidades (AME), o PS Metropolitano, outras 12 novas unidades de saúde e o programa Asfalto Novo, que terão forte impacto na vida da população. Com isso, certamente, a avaliação vai melhorar. Campinas sofre com a crise econômica, assim como todas as grandes metrópoles brasileiras, mas resiste e vai superar este momento com a entrega dessas diversas obras, a maior parte delas ainda em 2019".

Assim como Campinas, Paulínia respondeu em nota oficial. Na íntegra: "Realmente, quando o atual prefeito Antonio Miguel Ferrari assumiu a administração, o cenário em Paulínia era de 'terra arrasada'. Faltavam remédios e insumos nas unidades de saúde, a situação de muitos prédios públicos era de abandono e a cidade estava com mato alto e lixo espalhado, para citar apenas alguns dos problemas. Portanto, o resultado da pesquisa, realizada em fevereiro, refletia a situação da cidade naquela época, há mais de três meses.

Para mudar o cenário de abandono, a atual gestão fez compras de medicamentos e insumos e a rede municipal de Saúde foi reabastecida. Atualmente estão sendo reformados cerca de 30 prédios da Educação e outros 30 prédios da Saúde. Outras ações executadas recentemente: o prédio da Biblioteca Virtual, fechado há dez anos, voltou a funcionar; foi alugado para o Hospital Municipal um tomógrafo 32 vezes superior ao que era usado, colocados dois aparelhos de raio x para funcionar, readequação do parque tecnológico do hospital com novos equipamentos; aceleradas as obras da Ponte da Rhodia, entregues 20 mil peças de uniformes escolares e na área de Esporte e Lazer vem sendo realizado o Domingo Alegria, em diversas regiões da cidade, entre outras ações positivas.

Paulínia chegou ao estado lastimável em que se encontrava por conta da inépcia de antigos gestores e também em razão da instabilidade política, que resultou na troca constante de prefeitos. Se hoje uma pesquisa similar for realizada em Paulínia, a atual gestão acredita que, por conta dos avanços mencionados, o resultado não será tão negativo como apurou a pesquisa há três meses".

Artur Nogueira também informou, em nota oficial, que "não reconhece a validade de tal pesquisa visto que o instituto citado não possui credibilidade, tento inclusive tentado insistentemente forçar a contratação de seus serviços de pesquisa de satisfação para o município".

RANKING (de alto grau de satisfação para baixíssimo grau de satisfação)

1º - Indaiatuba - alto grau de satisfação
2º - Jaguariúna -alto grau de satisfação
3º - Santa Bárbara - grau médio de satisfação
4º - Nova Odessa - grau médio de satisfação
5º - Sumaré - grau médio de satisfação
6º - Americana - grau médio de satisfação
7º - Cosmópolis - grau médio de satisfação
8º - Itatiba - grau médio de satisfação
9º - Monte Mor - grau médio de satisfação
10º - Hortolândia - grau médio de satisfação
11º - Vinhedo - baixo grau de satisfação
12º - Valinhos - baixo grau de satisfação
13º - Campinas - baixo grau de satisfação
14º - Artur nogueira - baixo grau de satisfação
15º - Paulínia - baixíssimo grau de satisfação

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