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Investimento percentual na Saúde despenca em dois anos

A Prefeitura de Campinas deixou de investir 29% na área da Saúde entre o primeiro quadrimestre de 2017 e 2019; Secretário promete melhora

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Pedro Tourinho, presidente da Comissão e Carmino de Souza, secretário de Saúde (Foto: Divulgação) 

O investimento na Saúde em Campinas segue em queda e no primeiro quadrimestre deste ano despencou 29,75% quando comparado com o mesmo período de 2017. A informação foi dada pelo secretário da pasta, Carmino de Souza, durante a 11ª audiência pública para prestação de contas realizada pela Comissão Permanente de Política Social e Saúde da Câmara.

Segundo os dados apresentados nesta sexta-feira (7), a Saúde recebeu em 2017, 26,11% de investimentos de janeiro a abril, enquanto este ano ficou em 18,34%, uma queda de verba aplicada de 29,75%.

O diretor do Fundo Municipal de Saúde, Reinaldo Antonio de Oliveira, explicou que em relação ao ano passado houve um crescimento e a expectativa é que este ano seja melhor.

"Em relação a 2018, houve um investimento superior a inflação. Teve um equilíbrio nesse primeiro quadrimestre. Terminamos 2018 que foi complicado, com falta de medicamento chegando em quase 50%. A nossa expectativa é que 2019 será muito melhor, desde que o país não patine na economia", afirmou.

Em 2018, a Saúde teve menor investimento percentual feito pela Prefeitura nos últimos cinco anos. A porcentagem total investida foi de 26,08%.

"Ocorreu (a queda) neste primeiro percentual, mas vamos acompanhar o restante do ano para aumentar esse investimento. A nossa vontade é fazer boa gestão", explicou Carmino.  
 
Apesar da expectativa otimista para a Saúde a Prefeitura já afirmou no começo da semana que estuda como irá adotar o contingenciamento de despesas e afirmou que os setores de Saúde e Educação, que sempre ficam de fora no corte de verba, poderão sofrer com isso. LEIA MAIS AQUI

OUTRAS SETORES

A queda também foi registrada em outros setores do atendimento de Saúde em Campinas. Na área odontológica, por exemplo, o atendimento da população em 2017 chegou em 39,62%, enquanto neste ano ficou em 30% - um decréscimo de 24,28%.

Já o PSF (Programa de Saúde da Família) deixou de atender 18,94%. Há dois anos, nos primeiros quatro meses do ano 47,93% da população estava sendo cuidada, enquanto este ano esse percentual ficou em 38,85%.

"Ele está ligado diretamente ao programa Mais Médicos. Com o fim do contrato, perdemos muito. Dos 120 que temos direito, hoje estamos com 79 profissionais", explicou o secretário, que continuou afirmando que em 2018 a Atenção Básica fez 1,3 milhões de consultas.

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