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Por falta de apoio, Prefeitura "enterra" projeto Viva Glicério

Lançado em 2016 após a revitalização da avenida, uma das principais do Centro de Campinas, o projeto acabou pela falta de recursos e parcerias

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Ação que ocorreu em maio de 2017. Foto: Luciano Claudino/Código 19

Lançado em 2016 após a revitalização da Avenida Francisco Glicério, na área central de Campinas, o projeto "Viva Glicério" acabou sendo sepultado pela Prefeitura por falta de recursos, apoio e de parcerias.

O evento ocorreu entre 2016 e 2017 e fechava parte da avenida aos domingos, sempre na véspera de alguma data comemorativa, como Natal e Dia das Mães. A intenção, segundo a Prefeitura, era transformar a avenida em uma área de lazer que privilegiava o convívio fomentando e estimulando o comércio, a cultura e a gastronomia na avenida.  

A ideia, na época, era seguir o modelo da Avenida Paulista, na capital, que fecha aos domingos para a ocupação de pedestres para atividades esportivas, de lazer e culturais. Porém, a iniciativa campineira não deu muito certo.  

Em sua última edição, em maio de 2017, segundo a Prefeitura 18 mil pessoas passaram pelo local, que tinha dezenas de atividades esportivas e culturais, mas poucos comércios - era véspera do Dia das Mães - abriram. O alto custo de manter um estabelecimento aberto aos domingos foi o motivo pelo desânimo dos comerciantes diante da iniciativa. 

Avenida ocupada durante o projeto. Foto: Luciano Claudino/Código 19
Na época, o prefeito Jonas Donizette (PSB) chegou a lamentar a falta de adesão. Para a atividade, durante todo o dia, a Glicério ficava fechada entre as ruas General Osório e Ferreira Penteado.  

No local havia atividades como futebol, vôlei, basquete, badminton, arco e flecha, pole dance, esportes radicais, feira de adoção de animais e apresentação de acrobacia com tecido, entre outras.  

"Começamos a fazer logo após a revitalização da Glicério. A ideia era transformar em boulevard e fomentar o comércio do Centro. Tinha o objetivo de trazer as pessoas para o comércio", afirmou a diretora da secretaria de Turismo Alexandra Caprioli.  

Ela explicou que nas últimas tentativas a Prefeitura não conseguiu a adesão dos parceiros que participaram nas três primeiras edições. "Tivemos anos de contingenciamento econômico, e na época ainda conseguimos alguns parceiros. Principalmente por meio da secretaria de Esporte. A Prefeitura colocava apenas banheiros químicos. Chegamos a ter 30 atividades, todas bancadas e trazidas por parceiros. Mas tínhamos todo o trabalho de logística principalmente com a Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) que tinha que desviar o trânsito e também as rotas de linha de ônibus", explicou.  

A diretora explicou que muitos parceiros desistiam da ação por conta da logística. "No final do ano principalmente, muita gente viaja, para ou já tem agenda ocupada para a data", afirmou.   

Avenida ocupada durante o projeto. Foto: Luciano Claudino/Código 19
Ela ainda afirmou que todo ano a Prefeitura ainda pensa em voltar negociar com possíveis parceiros para a retomada do projeto, mas as dificuldades continuam. "Para fechar temos que ter uma certa quantidade de atrações para ajudar. Falar de futuro é prematuro, mas é mais difícil retornar quando você interrompe o processo", terminou.  
 
QUEM VIU, APROVAVA
 
"Achava bem legal porque tinha atividades para adultos e crianças. A avenida que sempre tem muitos veículos ficava ocupada por pessoas fazendo atividades gratuitas", afirmou o aposentado e vizinho da avenida Jurandir Alves de Sousa.  
 
Para a atendente Juliana de Carvalho, é uma pena que iniciativas como essa não aconteça na região. "Campinas deveria ter mais ações públicas com atividades de lazer gratuita para a população que é tão carente. É uma pena que ações do tipo acabem, só temos a lamentar", afirmou.

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