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Prejuízo no Hospital Ouro Verde ultrapassa os R$ 40 milhões

Documento elaborado pela Secretaria de Saúde diz que o montante refere-se a verbas trabalhistas e previdenciárias, entre outros

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Entrada do Hospital Ouro Verde: prejuízo inicial estimado era de R$ 4 milhões (Foto: Denny Cesare/Código 19) 

O prejuízo no Hospital Ouro Verde, em Campinas, após o estouro de denúncias dos esquemas de desvio de verba pública feitos pela OS (Organização Social) Vitale, passa os R$ 40 milhões. A informação é de uma auditoria interna da Secretaria de Saúde, que vai pedir, via Justiça, esta verba de volta.

De acordo com o documento, este montante refere-se a verbas trabalhistas e previdenciárias, entre outras. O MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) já foi notificado sobre a quantia.

Um outro documento está sendo realizado pela Secretaria de Gestão de Controle e vai focar somente nos desvios feitos pela Vitale. O governo informou que previsão é que ele fique pronto em julho.

A organização social Vitale, responsável por administrar o Ouro Verde, teria usado a entidade para obter vantagens simulando consultorias. Segundo os promotores, há indícios de superfaturamento na compra de medicamentos e prestação de serviços, além de pagamento de propina para agentes públicos. Quando o caso veio à tona, a Prefeitura rompeu o contrato com a Vitale e municipalizou os serviços.

BLOQUEIO

Na última quarta (12), o juiz Mauro Iuji Fukumoto, da 1ª Vara de Fazenda Pública de Campinas, deferiu pedido de liminar do Ministério Público e determinou o bloqueio de R$ 32 milhões em bens de 18 réus do Caso Ouro Verde, entre eles o ex-secretário de Assuntos Jurídicos Silvio Bernardin, os ex-servidores Anésio Corat Júnior e Ramon Luciano da Silva e o empresário Gustavo Khattar Godoy.

Os maiores valores bloqueados são do lobista Fernando Vítor Torres Nogueira Franco (até R$ 7.345.523,43), dos ex-diretores da Vitale Daniel Câmara, Paulo Câmara e Ronaldo Pasquarelli (até R$ 5.043.000,00 cada um) e de Bernardin (até R$ 2.183.174,14).

Além dos 18 envolvidos, o promotor também pediu aplicação de multa civil contra outros 20 envolvidos, entre eles o prefeito Jonas Donizette (PSB) e o secretário de Saúde, Carmino de Souza, o que foi negado.

OUTRO LADO

Em nota, a Prefeitura disse que a auditoria interna da Prefeitura, composta por auditores fiscais da Administração Municipal, deve ser concluída em julho. Os trabalhos estão sob coordenação da Secretaria de Gestão e Controle.

"Com relação ao relatório encaminhado para o Ministério Público, trata-se do encontro de contas feito com base no contrato do município com a Vitale. O montante, de R$ 40.634.074,85, refere-se a verbas trabalhistas (como indenizações), previdenciárias, sub-rogação, desvios de materiais e despesas com prestação de contas irregular", informou o governo.

A Prefeitura afirmou, ainda, que já tomou as medidas administrativas necessárias e que agora irá acionar judicialmente a Vitale para que os valores sejam devolvidos aos cofres públicos.

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