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Onda de frio amplia serviços de auxílio a moradores de rua

Onda de frio que atinge a região tem sido preocupante para o serviço de assistência social da Prefeitura que passou a funcionar com horário estendido

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Moradores de rua dormem na praça Ruy Barbosa em frente a Catedral Metropolitana. Foto: Denny Cesare/ Código 19

A onda de frio que atinge a região de Campinas tem sido preocupante para o serviço de assistência social da Prefeitura que passou a funcionar com horário estendido para atender a população em situação de rua. Além disso, o serviço de abordagem passou a funcionar em um raio maior, sendo estendido para toda a cidade.

Apesar da Operação Inverno estar em funcionamento desde maio, ela foi intensificada nos últimos dias, quando houve registros de recordes de frio no ano em Campinas - a mínima chegou a 6ºC no sábado. Mesmo com equipes na rua, fazendo abordagem e um possível acolhimento, o número de pessoas que procuraram ou aceitaram seguir até o Albergue Municipal foi menor se comparado com o mesmo período do ano passado.

Nos últimos quatro dias a média por noite não tem chegado a 100 pessoas, ano passado o número foi de 110, no mesmo período e com um frio menos rigoroso. A capacidade do local é para 130 podendo ser estendido para um pouco mais.  

"Ampliamos a abordagem de rua no serviço do SOS Rua. Posso afirmar que cobrimos a cidade toda. Nosso horário normal é até 22h, com o frio que tem feito, ficamos até a meia-noite. Tentamos convencer a pessoa a seguir para o abrigo, quem se nega entregamos cobertores", afirmou Eliane Jocelaine Pereira, secretária de Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos.  

O fim do horário de entrada no Albergue Municipal que fica no Bonfim também foi ampliado para às 23h. Lá, a pessoa em situação de rua pode tomar banho, jantar e ainda tomar café da manhã. A saída é às 7h.  

"A gente observa que apesar do frio intenso, não tivemos grande procura pelo serviço, ano passado a média de atendimentos foi maior", disse a secretária.

Campinas tem hoje, segundo dados da Prefeitura 623 pessoas em situação de rua. São incluídas nessa contagem também as pessoas que costumam pedir esmolas em ruas e semáforos, mas que voltam para casa no final do dia. "O que pode ter acontecido neste ano é que muitas pessoas podem ter voltado para a casa de familiares e por isso não procuraram nossos serviços. Esse tema é muito complexo. Têm vários perfis de moradores de rua. Grande parte do que não querem ir para o albergue querer ficar na rua onde podem fazer o uso de álcool e drogas", disse a secretária.

ANIMAIS

Outra questão dos moradores está ligada a que muitos têm animais. "Usualmente não recebemos animais porque não temos canil para receber, mas eventualmente abrimos exceções e adaptamos para receber em casos raros".

A secretária afirmou que atualmente há um trabalho do Comitê da População de Rua que reúne diversas secretarias da Administração Municipal e que entre elas a secretaria do Verde e do Bem Estar Animal. "Começamos a mapear os animais que moram com moradores de rua, cuidamos do diagnóstico, e a intenção é adequar nossos abrigos com canil. Muitos moradores estão ligados aos animais e essa é uma forma de recebê-lo e ajudá-lo em sua recuperação", afirmou.  

A ideia é construir canis em todos os serviços de acolhimento de pessoas em situação de rua. "A estada com o animal ajuda no plano para a pessoa. A instalação de canis de seriam nos serviços de acolhimento municipal que hoje são cinco: albergue, casa de passagem e no próprio abrigo municipal", explicou.  

Ainda não há uma data para esse plano sair do papel, mas ele deve ocorrer até o fim do mandato do prefeito Jonas Donizette, que acontece no próximo ano.  
 
MORTES EM SÃO PAULO

Um morador de rua foi encontrado morto pela Polícia Militar na Marginal Tietê, próximo à ponte da Vila Maria, na zona norte da capital paulista, na noite da última segunda-feira (8). Com as baixas temperaturas que atingem a cidade desde a madrugada de sexta-feira (5) essa é a sexta morte no Estado que pode estar relacionada ao frio. Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), o homem, que ainda não foi identificado, foi encontrado por volta das 21h já sem vida pelos policiais. A capital já havia registrado outras três mortes em que o frio é a provável causa. Na manhã de sexta-feira, um morador de rua foi encontrado morto no Terminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. No mesmo dia à tarde, o corpo de um homem foi encontrado no bairro do Pari, no centro da capital. O corpo não apresentava sinais de violência. 


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