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Empresa de Campinas é pioneira na importação do canabidiol

Nova edição do Segundona aborda a importação do extrato da maconha, usado em tratamentos médicos; até então, processo é feito de forma individual por interessados

| ACidadeON Campinas

Segundona: empresa de Campinas é pioneira na importação do canabidiol

Fica em Campinas a primeira empresa brasileira a receber aval para importar o canabidiol (CBD), substância extraída da maconha e utilizada em inúmeros tratamentos médicos. Na nova edição do Segundona, Fábio Camata Candello, CEO da CBD Vida, conta como sua empresa está explorando o extrato tido como um novo milagre da medicina.  

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"Não gosto de falar em milagres, mas é fato que o CBD apresenta resultados muito superiores aos medicamentos tradicionalmente usados para tratar os mesmos problemas", diz Candello. 

O hoje empresário era advogado da área criminal quando, em 2016, foi incumbido pela matriz da CBD Vida, no Canadá, a apresentar um diagnósticos das leis brasileiras para importação do canabidiol. De tanto se envolver com o tema, ele mesmo acabou abrindo o braço nacional da companhia, e em Campinas. 

Atualmente, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autoriza somente a importação do canabidiol, mas não sua manipulação e estocagem. 

Para utlizar a substância, os pacientes precisam apenas de uma receita médica. E de dinheiro, claro. Um frasco com 30 ml do canabidiol custa em média R$ 1 mil. "Quem não tem dinheiro consegue o direito ao medicamento na Justiça. Ou, ainda, consegue autorização para plantar a maconha em casa e extrair o óleo de forma caseira", diz Candello. 

POLÊMICA 

O CEO da CBD Vida diz que, infelizmente, o tema ainda é um tabu no Brasil por pura falta de informação. "A maconha usada para fins recreativos é diferente da maconha da qual extraímos o CBD. 

Nós usamos a planta macho, conhecida como cânhamo (ou "hemp", em inglês). O cânhamo tem altos índices de CBD, mas pouquíssimos de THC, que está na planta fêmea, e que é o que provoca o efeito alucinógeno". 


Confira a entrevista completa abaixo: 


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