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Ônibus de Campinas adotam tecnologia de carros da Fórmula 1

As concessionárias de ônibus de Campinas VB1 e VB3 começam nesta terça-feira (13) a utilizar o sistema de telemetria, tecnologia similar à utilizada nos carros de Fórmula 1

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A telemetria já está instalada nos 580 ônibus e nas vans do Programa de Acessibilidade Inclusiva (PAI) dessas operadoras. Foto: Divulgação/Transurc

As concessionárias de ônibus de Campinas VB1 e VB3 começam nesta terça-feira (13) a utilizar o sistema de telemetria, tecnologia similar à utilizada nos carros de Fórmula 1 e motocicletas do Moto GP.

A telemetria já está instalada nos 580 ônibus e nas vans do PAI (Programa de Acessibilidade Inclusiva) dessas operadoras. A estimativa é de uma redução de até sete toneladas diárias na emissão de poluentes na atmosfera.

Outra vantagem é a segurança. Agora, quando os motoristas entrarem nos ônibus, não adiantará simplesmente girar a chave na ignição. Eles terão de utilizar as senhas pessoais para o veículo começar a funcionar.

"A partir do instante em que os motores forem ligados, informações como rotação do motor, consumo, temperatura do óleo, velocidade, frenagem, graus das curvas e aceleração, entre diversos outros itens, serão comunicados aos Centros de Controle Operacional (CCO) instalados nas garagens. A comunicação é automática e em tempo real", disse Paulo Barddal, diretor de Comunicação da VB Transportes e Turismo.

Os motoristas também terão acesso às informações, por meio de um painel que mostrará se a condução está sendo feita de forma segura ou não. "Eles saberão se a aceleração e a frenagem estão sendo feitas dentro dos parâmetros corretos, assim como as curvas. E se, por exemplo, a velocidade está excessiva", disse.

SEM DESPERDÍCIO

A telemetria também conta com uma função denominada shutdown, ou seja, se o motorista deixar o veículo ligado por um período superior a três minutos, seja na garagem, dentro dos terminais ou ainda nos pontos iniciais ou finais, em marcha-lenta, o motor será desligado automaticamente. Durante os últimos quatro meses, o sistema de telemetria foi testado em diversos ônibus das empresas.

O projeto piloto apresentou números significativos, entre eles a redução em 50% no número de quebras nos ônibus, redução de 65% nas reclamações relacionadas à dirigibilidade e 60% a menos no número de acidentes. "É possível saber se há superaquecimento no motor. Agora, com a telemetria, se o CCO perceber qualquer anomalia, imediatamente é emitido um aviso de alerta para que o motorista pare o ônibus imediatamente, evitando quebras ou minimizando riscos de acidentes", explica Barddal.

Outro detalhe importante é que o sistema permite a valorização dos melhores profissionais e alguns vícios, como acelerações e frenagens bruscas, ficarão mais perceptíveis para os próprios motoristas.

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