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Delivery por drone pode começar em outubro

Empresa está negociando o processo com agências reguladoras do espaço aéreo. Processo é mais rápido, mas não vai entregar a comida na janela no consumidor

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Testes com o drone de entrega foram feitos em Barueri (Foto: André Alves e Eduardo Yamanaka/Nectar Audiovisual)

Os deliveries por aplicativo podem ficar mais rápidos a partir de outubro, em Campinas. O iFood, aplicativo de entregas, fechou parceria com uma companhia que opera drones para fazer entregas por drones. As empresas negociam com órgãos reguladores do espaço aéreo como será o funcionamento do processo.

 Em março deste ano, a empresa realizou um teste durante o Carnaval, em São Paulo, entregando um sanduíche em um trio elétrico. Agora, Campinas pode servir de testes para o projeto piloto que entrega comida por drone para os consumidores finais.

De acordo com o planejamento, a implantação do serviço deve começar em outubro, mas se engana quem acha que a entrega será feita diretamente para a janela de quem fez o pedido.

"O drone ainda não fará entregas na janela dos clientes. A ideia é que ele complemente a operação dos modais tradicionais", explica Roberto Gandolfo, diretor de Logística do iFood.

A iniciativa, porém, tende a deixar as entregas mais rápidas. "Em um shopping, por exemplo, os entregadores podem levar até 12 minutos para retirar o pedido no restaurante e, com o uso do drone, esse tempo varia entre 30 segundos e 1 minuto", completou Gandolfo.

ENTREGA

O projeto contemplará duas formas de entrega. A primeira delas retirará os pedidos de um shopping e os levará até uma central do iFood. Depois desta primeira perna do trajeto, os pedidos seguem das maneiras tradicionais: de moto ou bicicleta.

Há ainda um segundo modelo de entrega em discussão. Nele, os pedidos sairão do shopping e serão entregues a uma central instalada dentro de um condomínio residêncial.

DRONE

As entregas do iFood serão feitas por drones da Speedbird Aero cujo modelo é especialmente desenvolvido para o transporte de cargas.

Ele tem capacidade para até 2kg, voa a 40 km/h e alcança alturas de até 60m, o equivalente a um prédio de 20 andares.

Em testes realizados em Barueri, no interior de São Paulo, o equipamento cobriu uma distância de 1,5km em apenas 4 minutos.

A empresa está iniciando as discussão com a Anac e a Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) para que todo o processo serja feito de acordo com as regulações aéreas.

"Entendemos a importância de realizar operações com total segurança e sabemos que o Brasil é considerado referência no controle do espaço aéreo. Por isso, estamos trabalhando com um parceiro sério para desenvolver um projeto robusto que seja seguro, eficiente e economicamente sustentável", completou Gandolfo.

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