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Saúde apura morte suspeita por febre maculosa no Chapadão

A febra maculosa é transmitida pelo carrapato-estrela e pode matar

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Capivaras no Lago do Café em Campinas. Foto: Denny Cesare/Código 19

A Secretaria de Saúde investiga uma morte suspeita por febre maculosa no Jardim Chapadão, em Campinas. O caso foi registrado nesta quarta-feira (14) pelo Devisa (Departamento de Vigilância em Saúde). 

A investigação foi iniciada com uma visita domiciliar, que aconteceu ontem. Segundo informações da secretaria, será feita, ainda, a pesquisa acarológica, para verificar a presença ou não de carrapatos e o tipo de carrapato existente no local da provável infecção.  Sendo identificada a presença do carrapato transmissor da febre maculosa, o Devisa vai fazer ações de educação em saúde no bairro.   
 
A paciente era uma mulher, moradora do Jardim Chapadão, e tinha pouco mais de de 60 anos. Ela morreu em um hospital da rede privada no dia 11 de agosto. Os exames foram encaminhados ao laboratório do Instituto Adolfo Lutz. Ainda não há um prazo estabelecido para o retorno do resultado.

Neste ano, Campinas confirmou seis casos de febre maculosa, com três óbitos. No ano passado , foram 10, com quatro mortes.

A febra maculosa é transmitida pelo carrapato-estrela e pode matar. Entre os sintomas da doença estão a febre, dor de cabeça, dor intensa no corpo, náuseas e vômitos.

PREOCUPAÇÃO

Campinas concentra 13,2% das mortes provocadas por febre maculosa em todo o estado de São Paulo nos últimos 10 anos, segundo o Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), do Ministério da Saúde. Foram 50 óbitos de 2007 a 2017 - no mesmo período, em todo o Estado, foram 376 mortes registradas oficialmente. Isso significa que, a cada sete mortes causadas pela doença em São Paulo, uma acontece em Campinas.
 
MAIS SOBRE 

A febre maculosa é uma doença transmitida pelo carrapato-estrela ou micuim da espécie Amblyomma cajennense infectado pela bactéria Rickettsia rickettsii. Esse carrapato hematófago pode ser encontrado em animais de grande porte (bois cavalos etc.), cães, aves domésticas, roedores e, especialmente, na capivara, o maior de todos os reservatórios naturais.

Para haver transmissão da doença, o carrapato infectado precisa ficar pelo menos quatro horas fixado na pele das pessoas. Os mais jovens e de menor tamanho são vetores mais perigosos, porque são mais difíceis de serem vistos. Não existe transmissão da doença de uma pessoa para outra.

Quando a bactéria cai na circulação causa vasculite, isto é, lesa a camada interna dos vasos (endotélio). Os primeiros sintomas aparecem de dois a 14 dias depois da picada. Na imensa maioria dos casos, sete dias depois.

A doença começa abruptamente com um conjunto de sintomas semelhantes aos de outras infecções. Confira:

Febre alta;
Dor no corpo;
Dor de cabeça;
Inapetência;
Desânimo;
Depois, aparecem pequenas manchas avermelhadas, as máculas 

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