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Novo levantamento: Unicamp pode perder 2,6 mil bolsas do CNPq

O levantamento também traz quais áreas são as mais afetadas pelos cortes das bolsas. Em primeiro lugar fica a área de Ciências Exatas da Terra, com 643 bolsistas; em segundo lugar, as engenharias

| ACidadeON Campinas

Bolsas de pesquisa ameaçadas após contingenciamento do governo federal (Foto: Divulgação/Unicamp)  
Um novo levantamento interno da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) revelou que mais bolsas do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) estão em risco na Universidade. Antes, o número era de 1.988 bolsas em risco, mas agora os dados foram atualizados e eles chegam em 2.681.

O novo número incluiu bolsas de iniciação científica normal e júnior (858), produtividade em pesquisa (700) e outras (125) - que incluem verbas liberadas diretamente aos grupos nos institutos de pesquisa. Há ainda 1.188 de mestrado e doutorado que estão ameadas, após o governo federal anunciar um contingenciamento na pasta de Educação.   

O levantamento também traz quais áreas são as mais afetadas pelos cortes das bolsas. Em primeiro lugar fica a área de Ciências Exatas da Terra, com 643 bolsistas. Em segundo lugar, as engenharias - 507 bolsas. Em terceiro lugar, Ciências da Saúde (336).  

Levantamento feito pela Unicamp mostra onde estão bolsas ameaçadas (Foto: Divulgação/Unicamp)
No total, o orçamento previa R$ 1,3 bilhão para o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e mais R$ 400 milhões à autarquia - 44% desses valores foram contingenciados. Do Fundo, o CNPq recebeu menos do que 56%: até o momento o valor pago foi R$ 62 milhões. Com isso, as universidades públicas tiveram as bolsas ameaçadas e têm se mobilizado para evitar que isso ocorra.   
 
Áreas da Universidade onde estão distribuídas bolsas CNPq (Foto: Divulgação/Unicamp)

PREOCUPAÇÃO EXTREMA

"Estamos extremamente preocupados. O CNPq é um patrimônio da educação, o apoio é fundamental. E essa situação não se deve ao orgão, os cortes foram impostos. É uma coisa de governo, de ministro", afirmou o pró-reitor da pesquisa da Unicamp, Munir Skaf.

Ele conta que novo levantamento foi feito pela Pró-Reitoria de Graduação da Unicamp. Skaf disse que a preocupação maior ainda é com os estudantes que dependem da bolsa para estudar e se manter na universidade.

Segundo ele, são pagos R$ 400 como ajuda de custo para as bolsas do CNPq de iniciação científica (para alunos de graduação). Pesquisadores de mestrado ganham R$ 1,5 mil e, de doutorado, R$ 2,8 mil. No total, a Unicamp tem 4,8 mil bolsistas de pós-graduação, que, além do CNPq, usam outras fontes de financiamento, como a Fapesp e o Capes.

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