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Casos de sarampo aumentam quase 40% em uma semana

O aumento nesta última semana se deve à confirmação de exames laboratoriais relativos a casos que estavam em investigação anteriormente

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Prefeitura divulgou novo boletim de casos de sarampo em Campinas (Foto: Sandro Pereira/Código19) 

Os casos de sarampo em Campinas aumentaram 37% em uma semana. A confirmação foi feita pela Secretaria de Saúde na manhã desta sexta-feira. O município registrou 37 casos confirmados. No último informe constavam 27 ocorrências. Não foram registrados óbitos pela doença.

De acordo com a Prefeitura, o aumento nesta última semana se deve à confirmação de exames laboratoriais relativos a casos que estavam em investigação anteriormente. Os exames são feitos pelo laboratório do Instituto Adolfo Lutz. Do total de casos, um teve início de sintomas em junho, 33 em julho e 3 em agosto.

De acordo com o documento, 17 casos são em menores de um ano; 10 são em crianças entre 1 ano e 4 anos; 2 em crianças entre 5 e 9 anos; 1 entre 15 a 19 anos; 4 em pacientes de 20 a 34 anos; e outros 3 são em adultos na faixa etária entre 35 a 49 anos.

MEDIDAS

Em todos os casos, antes mesmo da confirmação por exames de laboratório, são desencadeadas as medidas preconizadas que incluem o afastamento social dos casos suspeitos durante o período de transmissibilidade e a identificação e bloqueio vacinal das pessoas que tiveram contato com os casos suspeitos. O objetivo de tais medidas é interromper a cadeia de transmissão, evitando assim a ocorrência de casos secundários.

Desde julho, foram realizados mais de 100 bloqueios vacinais na cidade, nos quais foram aplicadas 8.505 doses contra o sarampo. Em crianças entre 6 meses a 11 meses e 29 dias foram 4.243 doses desde 8 de agosto e até 5 de setembro. No total, considerando as ações em bloqueio, a intensificação em menores de 1 ano e as vacinas na rotina (54.625), foram aplicadas 67.373 doses contra o sarampo no município este ano.

VACINA

A faixa etária com maior número de registros de casos é a de bebês menores de 1 ano. A incidência alta nesse grupo, que não faz parte do calendário vacinal para a doença, levou Campinas a recomendar, a partir de 8 de agosto, a aplicação de uma dose da tríplice viral em bebês de seis meses a 11 meses e 29 dias, se antecipando à medida recomendada posteriormente pelo Ministério da Saúde.

Chamada de dose zero, a vacinação não substitui as doses de rotina: aos doze meses, por meio da vacina tríplice viral, e aos quinze meses, por meio da vacina tetraviral ou pela tríplice viral associada à vacina contra a varicela. A efetividade da vacina é maior para aqueles que tomaram todas as doses recomendadas.

"É fundamental proteger, neste momento, crianças entre seis meses e um ano de vida. Os adultos devem levar as crianças para tomar a vacina, que é segura e está disponível em todos os Centros de Saúde", afirma a diretora do Devisa (Departamento de Vigilância em Saúde) de Campinas, Andrea von Zuben.

A estimativa é que em Campinas 3 mil crianças entre seis meses e 11 meses e 29 dias ainda precisem ser vacinadas. Também, segundo Andrea, a vacinação de rotina, aos doze e quinze meses, deve ser mantida independentemente de a criança ter tomado a dose zero.

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