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Campinas, por enquanto, não prevê escolas militares de Bolsonaro

Município diz que não cumpre critério para adesão e Estado afirma que ainda não avaliou projeto; prazo para pedido de migração de escolas vence dia 27

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Governo lançou o programa para a implantação de escolas cívico-militares nesta quinta (5) (Foto: Luis Fortes/MEC-divulgação) 

Entusiastas do modelo de escola cívico-militar proposta nesta quinta-feira (5) pelo presidente Jair Bolsonaro ainda precisarão esperar para ver o projeto implantado em Campinas.

Tanto a administração municipal quanto a rede estadual de ensino não preveem, ao menos por enquanto, a adoção do modelo em escolas da cidade.

Cidades e estados devem manifestar o desejo de aderirem ao modelo. Nesta sexta-feira (6), a Secretaria de Educação de Campinas, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que a rede municipal não se enquadra nos critérios do programa.

Um dos critérios é que as unidades ofereçam ensino do 6ª ao 9ª ano. Na rede municipal, as escolas são do 5ª ao 9ª ano.

Já a Secretaria de Estado da Educação, também por meio da assessoria de imprensa, disse que a pasta ainda não avaliou o assunto e que, por enquanto, não tem como se manifestar sobre o tema.

A PROPOSTA

O governo quer que 216 escolas adotem o modelo de gestão cívico-militar até 2023. Serão gastos R$ 54 milhões só no próximo ano. Cada escola receberá R$ 1 milhão para adequações de infraestrutura.

O modelo prevê a atuação de equipe de militares da reserva no papel de tutores -diferente das escolas militares, que são totalmente geridas pelo Exército.  

As redes de ensino terão até o dia 27 de setembro para indicar duas escolas que poderão receber o projeto em formato piloto no próximo ano. São elegíveis ao modelo escolas do segundo ciclo do ensino fundamental (6º ao 9º ano) e de ensino médio com ao menos 500 alunos e no máximo 1.000.

Uma das críticas ao modelo é que as unidades escolhidas recebem investimentos e reforço de equipe, enquanto o restante das unidades públicas têm de trabalhar nas mesmas condições. O MEC afirma que serão contempladas somente escolas em áreas vulneráveis.

O objetivo é promover parcerias com a PM, com os bombeiros ou com o Exército. Escolas militares ganharam evidência nos últimos anos por causa de indicadores educacionais positivos e por atacarem o problema da indisciplina.

O país tem 203 unidades nesse modelo com parcerias. São diferentes das 13 escolas geridas pelas Forças Armadas, que contam com maiores investimentos e maior nível de seleção de alunos -e também têm melhores resultados.

REGRAS

O secretário de Educação Básica do Ministério da Educação, Jânio Carlos Endo Macedo, explicou que haverá regras para uso do uniforme e corte de cabelo. O estudantes terão que usar uma farda. Além disso, deverão ter aulas de musicalização e educação moral e cívica com os militares.

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