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Polícia abre inquérito contra pai de agressor de adolescente

Polícia quer entender porque o advogado pai de um dos jovens levou os três adolescentes ao local e depois não socorreu a vítima machucada

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O 13º DP (Distrito Policial), no Cambuí, em Campinas  
A Polícia Civil de Campinas instaurou inquérito para apurar a conduta do pai de um dos adolescentes acusados de agredir outro jovem de 17 anos no bairro das Palmeiras na semana passada. O caso chamou bastante atenção e repercutiu nas redes sociais. 

O jovem de 17 anos foi cercado por outros três, da mesma idade, que avançaram sobre ele. O ataque ocorreu na Rua Buriti, em frente ao clube Sociedade Hípica no último dia 2. A vítima sofreu fraturas graves e chegou a ficar internada no hospital após uma cirurgia. A desavença entre os adolescentes ocorreu porque a vítima teria ficado com uma ex-namorada de um dos agressores.

A Polícia Civil vai investigar se o pai de um dos agressores, que teria levado os três adolescentes ao local, incitou, participou ou omitiu socorro ao garoto que ficou caído no chão. Funcionários do clube chamaram o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Toda a ação foi gravada pelo sistema de monitoramento do clube. As imagens estão com a polícia.  
 
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A investigação que vai apurar a participação de José Pedro Said Junior, que além de pai de um dos menores acusado, é advogado criminalista bastante conhecido na cidade, será feita pelo 13º Distrito Policial, no Cambuí. Por causa da grande repercussão do caso, ele publicou na última segunda-feira (9) uma nota pública negando qualquer participação no ato.

Entre os detalhes que devem ser apurados a polícia quer entender porque o advogado levou os três adolescentes ao local e depois não socorreu o jovem machucado. Ele saiu do local levando os agressores. A vítima saiu de casa e seguia em direção ao clube quando foi cercado pelos outros adolescentes.

Após a agressão, o advogado teria voltado ao local e levado os três agressores embora. Nas redes sociais, o pai do jovem agredido, Paulo Alexandre Veiga Mendes, afirmou que o filho, após ter sido "brutalmente tocaiado por uma gangue de três menores comandados por um adulto", passou por uma cirurgia e se recupera em casa.  

O caso também está sendo acompanhado pelo Ministério Público por meio da promotoria da Vara da Infância e Juventude. Se for interpretado que o advogado e pai de um dos agressores também participou da ação, será aberto um inquérito para apurar a conduta dele no crime. 

Said divulgou uma nota pública negando a participação no ataque. Disse que não imaginava que os adolescentes iam agredir o colega que há poucos dias estava frequentando a casa dele.

Ele também nega que teria assistido a briga e que voltou ao local, depois de deixar os adolescentes, porque teve uma "intuição paterna". Quando viu o que estava ocorrendo separou os adolescentes. Ele ainda afirmou que na mesma noite entrou em contato com a família do jovem agredido manifestando preocupação e oferecendo apoio.

A reportagem do ACidade ON Campinas entrou em contato com o clube, que afirmou que não vai comentar o caso, já que o incidente ocorreu do lado de fora. O advogado de Said também foi procurado para comentar o inquérito aberto contra seu cliente, mas não retornou os questionamentos da reportagem.

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