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Unicamp perde posições em ranking global de universidades

A melhor instituição brasileira é a USP que está entre as posição 251 e 300 melhores do mundo, repetindo a mesma colocação do ano anterior

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Ciclo Básico na universidade de Campinas. Foto: Denny Cesare/Código 19

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) perdeu posições na edição 2019 do mais prestigiado ranking internacional de universidades, o THE (Times Higher Education), divulgado nesta quarta-feira (11).

A Unicamp se posiciona entre as posições 501 e 600 no ano passado, a instituição estava melhor, na posição 401-500. O ranking divulga as posições por "bloco", sem especificar a colocação exata, a partir da 200ª posição.

A melhor instituição brasileira é a USP (Universidade de São Paulo), entre as 251 e 300 melhores do mundo, repetindo a mesma colocação do ano anterior. O ranking deste ano é liderado pela britânica Universidade de Oxford.

Com 46 universidades listadas, 11 a mais do que na última edição da publicação britânica, o Brasil tem a sétima maior representação entre as instituições relacionadas. A marca supera a de países como Itália e Espanha.

Com menos de 1/10 da população brasileiro, o Chile é nação latino-americana mais próxima do Brasil no ranking, com 18 universidades. Das 46 brasileiras listadas, 28 são federais, 11 são estaduais e sete, particulares.

"HOSTILIDADE"

A editora do ranking da THE, Ellie Bothwell, afirma que a hostilidade do atual governo com relação ao tema e os desafios de financiamento prejudicam o país.

"O fato de o Brasil agora aparecer como o sétimo país com mais representação no ranking é certamente uma grande conquista, especialmente considerando a grandeza do seu contingente comparado com o ano passado. Isso traz muita visibilidade e presença do Brasil no cenário mundial", diz ela, segundo texto oficial de divulgação.

"No entanto, é lamentável que todos os novos registros do Brasil estejam fora do top 1000 e que várias outras estejam fora da tabela. As constantes questões de financiamento e a falta de uma estratégia de ensino superior não ajudam a solucionar este problema", escreve.

O RANKING

O THE 2020 analisou um total de 1.396 instituições em 92 países e regiões (na última edição, eram 1.258 em 86 territórios).

O levantamento é elaborado a partir de 13 indicadores que abordam cinco dimensões: ensino, pesquisa, citações de artigos científicos, transferência de tecnologia e internacionalização.

O top 10 do ranking é dominado pelo Reino Unido e Estados Unidos. A Universidade de Oxford, da Inglaterra, lidera o THE 2020, assim como ocorreu na edição do ano passado.

A Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia), dos Estados Unidos, aparece na segunda posição. Ao todo, 60 das 200 melhores instituições são norte-americanas. Somente 12 universidades brasileiras estão no grupo das mil melhores.

Além da Unicamp, outras quatro universidades federais (UFRJ, UFABC, UFBA e UFSCar) perderam posições no ranking. Com exceção da UFRJ (que passou do grupo 601-800 para 801-1.000), as demais foram classificadas abaixo das 1.001 melhores.

A Federal de Uberlândia, classificada no ano passado na faixa de mais de 1.001, caiu nesta edição e não aparece na lista.

Por outro lado, a UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) pulou para um grupo superior: passou da posição 801-1000 para 601-800. Outras 11 universidades que não estavam ranqueadas tiveram indicadores que as colocaram no ranking -seis são federais, duas são particulares e as outras duas, estaduais.

A instituição particular mais bem posicionada é a PUC-Rio. Ela fica na posição 601-800, sendo a 7ª brasileira mais bem classificada.

Na América Latina, a mais bem colocada, após a USP, é a Universidade para o Desenvolvimento, do Chile. Ela aparece na posição 401-500 - à frente da Unicamp.

Compõem o ranking 101 universidades da América Latina, sendo 46 do Brasil. Cuba e Porto Rico entraram na lista pela primeira vez, com a Universidade de Havana posicionando-se na faixa de mais de 1.001 e a Universidade de Porto Rico, de 801-1000.

Já a situação da Argentina é pior. O país vizinho, em grave crise econômica, tem quatro instituições ranqueadas, uma a menos que no ano passado.

Em 14º, o suíço ETH Zurich é a instituição mais bem colocada do ranking que não está no Reino Unido nem nos Estados Unidos. Depois surge a Universidade de Toronto (Canadá), na 18ª posição.

No topo do ranking, a Ásia conseguiu aumentar significativamente a sua representação global e a presença no top 200 mundial: passou de 2 instituições para 24. A universidade Tsinghua, da China, está em 23º, seguida pela Universidade de Pequim e pela Universidade Nacional de Singapura.

Os resultados completos podem ser lidos aqui.

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