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Justiça determina apreensão de menores por agressão em frente a Hípica

A internação será por 45 dias. Neste tempo, eles serão ouvidos novamente pelo juiz da 3ª Vara Criminal, que no final irá dar a sentença

| ACidadeON Campinas -

Adolescentes serão internados na Fundação Casa, em Campinas (Foto: Luciano Claudino/Código19) 

A Justiça determinou, nesta quinta-feira (19), a internação provisória dos três adolescentes envolvidos no espancamento de um jovem no começo deste mês. A vítima, de 17 anos, foi cercada por outros três adolescentes da mesma idade, que avançaram sobre ele. O ataque ocorreu na Rua Buriti, no bairro das Palmeiras, em frente ao clube Sociedade Hípica de Campinas.

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Os menores, denunciados por lesão corporal pelo Ministério Público local, ficarão em internação provisória pelo prazo de 45 dias, conforme dispõe o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente.

O juiz da 3ª Vara Criminal, Nelson Augusto Bernardes de Souza, marcou audiência para a próxima segunda-feira e determinou, ainda, que os menores fiquem custodiados em unidade da Fundação Casa na cidade de Campinas, para que tenham contato com os pais durante o período de internação. 
 
A reportagem está em busca dos advogados de defesa. O advogado Daniel Leon Bialski, que defende um dos suspeitos, se pronunciou através de nota oficial. Confira na íntegra abaixo:

A defesa do menor não pode concordar com a desproporcional e arbitrária decisão da Justiça, desta quinta-feira (19), que determinou a sua internação. Apesar do respeito para com o magistrado que a prolatou, a decisão afronta não somente posição das Cortes sobre o tema, como também os princípios do ECA-Estatuto da Criança e do Adolescente.

A internação é medida excepcional, e as diversas medidas socioeducativas algumas já impostas pelos genitores de nosso assistido e outras, diversas seriam suficientes.

Os argumentos invocados não se sustentam, sobretudo porque se baseiam em retórica pouco convincente baseada na criada e arquitetada comoção social e repercussão dos fatos nas mídias sociais.

O menor tem vida pregressa irretocável, estuda, não apresenta periculosidade alguma, e não pode um fato isolado comprometer irreversivelmente seu futuro.

A defesa ingressará ainda hoje com pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo e está convicta de que a ilegal decisão de 1º grau será prontamente revertida.
 
 
Já Alexandre Sanches Cunha informou que decidiu fazer a defesa por vontade da família em esclarecer a verdade e a do adolescente em querer reparar o dano. "O jovem foi espontaneamente conversar com a promotoria, apresentou nova versão dos fatos e estamos aguardando a oitiva dele, que o juiz entenda a posição dele, que é diferente dos demais. Ele está cooperando com a verdade", ressalta.

O CASO

A vítima sofreu fraturas graves e chegou a ficar internada no hospital após uma cirurgia. A desavença entre os adolescentes ocorreu porque a vítima teria ficado com uma ex-namorada de um dos agressores.

A vítima saiu de casa e seguia em direção ao clube quando foi cercado pelos outros adolescentes. Após a agressão, o advogado teria voltado ao local e levado os três agressores embora. O jovem agredido foi socorrido por funcionários do clube que chamaram o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). 
 
Com informações: Hidaiana Rosa/EPTV

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