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PF e MPT libertam menores escravos sexuais no Itatinga

Menores foram libertados na tarde desta quinta-feira (3) e uma pessoa foi presa; entre eles, uma das adolescentes foi trazida de Manaus

| ACidadeON Campinas

Entrada do bairro Itatinga, em Campinas (Foto: Google Street View) 

Agentes da PF (Polícia Federal), do MPT (Ministério Público do Trabalho) e a gerência do Trabalho e Secretaria de Justiça e Cidadania libertaram na tarde desta quinta-feira (3) quatro menores de idade que eram mantidos como escravos sexuais em uma boate no bairro Itatinga, em Campinas. A pessoa que mantinha o local onde os adolescentes foram encontrados foi presa.

A libertação ocorreu às 16h. As vítimas têm entre 15 a 16 anos e eram três mulheres e um menino. Segundo a PF, eles estavam em condições análogas à escravidão para fins de exploração sexual. Uma delas foi trazida de Manaus, no Amazonas, e as outras três pertencem à Baixada Santista - por isso, também há a imputação de tráfico de pessoas.

O adolescente é considerado resgatado pela PF, mas o papel dele no local ainda está sendo analisado. Isso porque ele não teria se declarado como escravo sexual. "É a condição da escravidão moderna. O MPT entende que sim (é escravo), mas a autoridade vai analisar melhor", disse o delegado da PF Edson Geraldo de Souza.  

Segundo a procuradora Catarina Von Zuben, do MPT, a condição dos adolescentes é recente pois a casa de prostituição tem alta rotatividade. Ela disse ainda que os depoimentos ainda estão sendo colhidos. "No entanto, somente o fato de serem menores de idade, estarem em uma casa de prostituição e longe dos pais já configura uma situação de vulnerabilidade, inclusive social. É inerente", disse. 

INVESTIGAÇÃO

A equipe conseguiu localizá-los após receber uma informação do Núcleo de Inteligência da Polícia Federal e confirmação da existência do local onde eles estavam presos. Esses dados foram então passados ao MPT e à Secretaria de Justiça para resgate dos menores.

A pessoa presa em flagrante pela PF responderá pelos crimes de redução a condição análoga à de escravo e tráfico de pessoas, cujas penas podem ultrapassar 16 anos de prisão.  

A Secretaria de Justiça e Cidadania agora trabalhará para encontrar os responsáveis legais dos menores, além de encontrar abrigo temporário para eles. A proposta é mandá-los de volta para Manaus e Baixada Santista.  Além disso,  o MPT informou que esperará os depoimentos e informação para se reunir com os representantes da boate e discutir a reparação das vítimas. 

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