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Viracopos: advogada diz que suspeito foi "executado" por sniper

Ela afirmou que suspeito era pai de família, réu primário e empresário, e estava disposto a se entregar mas que "não foi dada a oportunidade"

| ACidadeON Campinas

Alessandra Jirardi concedeu entrevista após suspeito ser morto por sniper da PM (Foto: Sarah Brito) 

Alessandra Jirardi, advogada do suspeito morto pelo sniper da Polícia Militar e que fez uma mulher e um bebê reféns após o roubo no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, afirmou que seu cliente foi "executado". Segundo ela, o suspeito disse que ia se entregar e que estava falando com ele por telefone. "Ele foi executado, eu estava no telefone com ele, ele dizendo que queria se entregar e que estava com medo de morrer". O nome do suspeito é Luciano Santos Barros.

Barros foi morto após, segundo a PM, apresentar um pico de agressividade e apontar a arma para a cabeça da mulher, que permanecia refém com a criança no colo, indicando que atiraria na vítima. Isso ocorreu por volta das 13h35.  

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Alessandra conta que estava a caminho do local do crime e no telefone com o coronel Luiz Augusto Pacheco Âmbar, comandante do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais), negociando a rendição de seu cliente, mas que não foi dada a oportunidade para que isso ocorresse. "Eu disse ao major: 'calma, estou chegando, assim que eu chegar ele vai se entregar'. O sequestrador me disse que se eu não fosse iam matá-lo", contou.  



Além de falar com Âmbar por telefone, Alessandra disse que também estava conversando por telefone com o Major Gonçalves, do Baep. "Não sei como ele conseguiu meu telefone e ele perguntou se eu estava indo. Pedi apoio para poder acelerar na rodovia. Cheguei escoltada por uma viatura".

Ela afirmou que foi barrada na segunda barreira da PM, após o cerco feito para a imprensa, e que quando chegou em frente à casa onde o suspeito estava, ele já tinha sido morto. "O sequestrador parou de me ligar. Não esperaram o advogado chegar para ele se entregar. Tiraram a vida de uma pessoa. É um absurdo o que fizeram. Ele ia se entregar, essa é minha revolta. A Polícia de São Paulo matou mais uma pessoa."

Ela afirmou ainda que Barros era pai de família e réu primário. A advogada diz que o suspeito era de São Paulo e que foi contratada pela família dele. Segundo Alessandra, o homem seria um empresário na Capital, embora não tenha explicado de que ramo.  



O MOMENTO DO TIRO


Imagens gravadas em uma casa na região do Vida Nova, em Campinas, em frente ao local onde estavam o suspeito de participar do assalto à empresa Brink's, no Aeroporto de Viracopos, além da mulher e de um bebê de 10 meses feitos reféns por ele, mostram o momento do tiro que matou o criminoso.

No vídeo é possível ver os oficiais da Polícia Militar e do Gate posicionados para conter a situação, que durou cerca de duas horas. Segundo Âmbar, comandante do Gate, um sniper estava posicionado e efetuou o tiro após situação ficar tensa. Ele conta que as negociações vinham bem até que o suspeito apontou a arma para a cabeça da refém, que estava com o bebê no colo, e ficou agressivo.  



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