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Doria defende ação de policiais e faz selfie para parabenizá-los

Governador paulista disse que polícia agiu conforme protocolo e que "quem vai para o cemitério é o bandido"

| ACidadeON Campinas

O governador João Doria (PSDB) faz selfie com policias militares após ocorrência em Viracopos (Foto: Luis Corvini/EPTV Campinas) 

O governador João Doria (PSDB) veio a Campinas no começo da noite desta quinta-feira (17) para parabenizar os policiais envolvidos na ocorrência do assalto seguido de uma situação com reféns no Aeroporto Internacional de Viracopos e na região do bairro Vida Nova. O governador fez uma selfie com a corporação e disse que entre a vida do policial e a vida do bandido, o governo fica com a vida do policial. "Quem vai para o cemitério é o bandido", disse.

Doria veio à sede do 1º Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) para cumprimentar os oficiais. Ele disse que os policiais agiram conforme o protocolo e defendeu a utilização de um atirador de elite, o sniper, para conter a situação.

"Salvaram vidas, demonstraram rapidez e eficiência nas ações que empreenderam e colocaram três bandidos que reagiram e, por reagirem, estão onde merecem estar. E aqui é a palavra do governador. Desde o início da nossa gestão, disse: a polícia cumpre o protocolo", disse ele.

O governador disse ainda que, na polícia, existe "uma escala de força" e que os policiais são bem treinados para situações como esta. "Mas disse e volto a repetir: bandido que reage a policial militar e reage com arma ao policial militar, entre a vida do bandido e a vida do policial, o governo de São Paulo e o seu governador ficam com a vida do policial. Quem vai para o cemitério é o bandido".  

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Sobre o caso, o comandante geral da Polícia Militar, Marcelo Silveira, disse que o Gate já estava em negociação há três horas e que a atitude do sniper ocorreu após o suspeito "surtar". "É uma ocorrência muito grave. O Gate já estava em negociação pro quase três horas. Ele já havia feito contato com outras pessoas. Só que ele estava armado com uma pistola engatilhada na cabeça da mãe da criança, uma criança de 10 meses. Num determinado momento, ele surtou e, nesse momento, o sniper fez o que chamamos de tiro de comprometimento. Executou o tiro e a equipe tática ingressou naquele ambiente. Então é um resultado-morte que ninguém gostaria, tanto que já estava há mais de três horas negociando. Só que o infrator da lei surtou, engatilhou a pistola e, na hora que ele ofereceu risco à criança e à mãe, a Polícia Militar por meio do Gate atuou com a energia que a situação requereu naquele momento", explicou.

Doria disse que é inadmissível que um roubo como esse tenha acontecido em Campinas menos de 90 dias depois do assalto ao Aeroporto de Guarulhos, em que foram levados 708 quilos de ouro. Ele afirmou que vai recomendar ao governo federal que reforce a segurança dos aeroportos do país, sem especificar, no entanto, como fará isso.  



QUESTIONAMENTO


Apesar da defesa do governador, este protocolo foi questionado pela advogada do suspeito morto, Alessandra Jirardi. Ela afirmou que seu cliente foi "executado". Segundo ela, o suspeito disse que ia se entregar e que estava falando com ele por telefone. "Ele foi executado, eu estava no telefone com ele, ele dizendo que queria se entregar e que estava com medo de morrer". O nome do suspeito é Luciano Santos Barros.

Segundo a PM, o sniper estava posicionado e efetuou o tiro após a situação ficar tensa. Segundo o coronel Luiz Augusto Pacheco Âmbar, comandante do Gate, as negociações vinham bem até que o suspeito apontou a arma para a cabeça da refém, que estava com o bebê no colo, e ficou agressivo. Isso ocorreu por volta de 13h35.

Com a iminência de poder atirar na vítima, o sniper atirou no suspeito. A PM diz que estilhaços deste tiro ricochetearam na mulher que estava com o bebê de 10 meses, ambos mantidos reféns. Ela foi levada para o Hopital PUC-Campinas com ferimentos na região lombar.

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