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Grupo promove abraço simbólico no Estádio da Mogiana

Isso porque, no começo de setembro, o governo do Estado de São Paulo enviou à Alesp um PL em que pede autorização para vender o Cerecamp

| ACidadeON Campinas

Abraço coletivo ocorreu no Cerecamp na manhã deste sábado (Foto: Denny Cesare/Código19) 

Atletas, entidades, arquitetos e historiadores se uniram neste sábado (19) no Cerecamp (Centro Recreativo e Esportivo de Campinas Doutor Horácio Antônio da Costa) para um abraço simbólico em defesa da preservação do local.

Isso porque, no começo de setembro, o governo do Estado de São Paulo enviou à Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de são Paulo) um PL (Projeto de Lei) em que pede autorização para vender o Cerecamp.

Além de clubes que realizam de jogos no local e membros da sociedade civil, participam do ato a Comissão de Representação da Câmara, Associação Campinense de Letras, Instituto Histórico Geográfico e Genealógico, Sindicato dos Trabalhadores de Empresas Ferroviárias da Zona da Mogiana, Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas do estado de São Paulo e a Liga Campineira de Futebol.

A expectativa, segundo o presidente da Comissão de Representação da Câmara vereador Gustavo Petta (PCdoB), é pela aprovação do estudo pelo tombamento do estádio pelo Condepacc (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas).

"O estudo para tombamento em âmbito municipal é de 2013 e foi pautado na reunião do órgão no mês de setembro, mas retirado após pedido de vista", disse. A luta do grupo agora é que o estudo seja novamente pautado pelo presidente do conselho, Ney Carrasco. Para isso, um abaixo assinado foi feito e será entregue aos conselheiros.

A expectativa é a mesma de Ricardo Zimaro, um dos criadores da página "Salvem o Mogiana", no Facebook. Para ele, o estádio, após uma reforma, tem condições para receber jogos "O estádio tem que ser um equipamento de esportes para a cidade", disse ele que joga em times que atuam no Estádio aos fins de semana.

O grupo que realizou o ato já existia há algum tempo, mas se fortaleceu após um projeto do governo do estado que autoriza a venda da área pelo poder público. O estádio, que já é tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico), mas ainda não regulamentado pelo governador, agora pode ser tombado pelo órgão municipal Condepacc. 


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