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Latrocínio: DIG investiga para que app motorista trabalhava

Uber e 99 dizem que Everton Basso não estava logado em nenhum dos aplicativos quando sofreu latrocínio, na noite de sábado (4)

| ACidadeON Campinas

Motoristas protestaram nesta segunda pedindo justiça pelo assassinato (Foto: Luis Corvini/EPTV)
Ainda não se sabe de qual aplicativo partiu a corrida que resultou na morte do motorista Everton Rodrigo de Oliveira Basso, vítima de latrocínio durante o trabalho no sábado (4) à noite. Segundo a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Campinas, uma investigação está aberta para apurar de qual plataforma teria partido o chamado que resultou no crime no Jardim Chapadão, e buscar informações sobre os passageiros que cometeram o assassinato.  

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Segundo o delegado da DIG Ronei Barbosa Lima, a equipe de inteligência ainda apura que aplicativo o motorista utilizou para cobrar informações da empresa sobre os criminosos. As duas principais plataformas atuantes na cidade, Uber e 99, dizem que o motorista não participava de corridas no momento do crime. 

Segundo a Uber e a 99 Everton não estaria logado em nenhum dos aplicativos. Em nota, a Uber diz que permanece à disposição, mas pelo apurado em relação ao nome do motorista, data e horário, Everton não trabalhava pela empresa no momento. 

"Ao que tudo indica pelas informações apresentadas, o caso não teria ocorrido durante viagem com o aplicativo. De qualquer forma, a Uber permanece à disposição dos órgãos de segurança para colaborar com as investigações, na forma da lei", respondeu a empresa. 

A 99 também respondeu em nota que se solidariza com a família e colabora com as investigações, mas que a viagem não partiu pela plataforma. "A 99 lamenta profundamente a morte do motorista parceiro Everton Rodrigo de Oliveira Basso. Pela apuração da empresa, o condutor não estava em corrida pela plataforma no momento do ocorrido. O app se solidariza com a família da vítima e está à disposição para colaborar com a polícia, se necessário", diz a nota. 

BAIRROS PERIGOSOS  

Segundo informações do presidente da Amacre (Associação dos Motoristas de Aplicativo de Campinas e Região), Vandilson Lopes, a viagem que resultou na morte de Everton teria saído da região do Jardim São Marcos, com destino ao Jardim Chapadão. 

Ainda segundo Lopes, pelo que se sabe o motorista não reagiu ao assalto, mas se recusou a entrar no porta-malas do carro. Ele tentou fugir e foi baleado nas costas.

Durante esta segunda-feira (6), além do protesto feito durante a tarde, publicações dos motoristas em grupos reservados aos profissionais em redes sociais diziam que as regiões do Jardim São Marcos e Santa Mônica seriam extintas das rotas de embarque e desembarque, até que os assassinos de Everton fossem punidos. 

O presidente da Amacre, no entanto, não confirmou essas informações. Segundo Vandilson, a restrição não é oficial, e os motoristas ainda se organizam para repensar a situação e buscar medidas para ampliar a segurança nas viagens.

Nem a Uber nem a 99 se manifestaram sobre a restrição de corridas aos bairros citados. Em relação à segurança dos motoristas, a 99 respondeu que investe continuamente em sistemas preventivos, ferramentas de proteção e atendimento imediato, como exigir dados dos passageiros e dar informações sobre o destino final ao motorista.  

A Uber respondeu em nota que a segurança é prioridade para a empresa, que está sempre buscando por meio da tecnologia fazer da plataforma a mais segura possível, e que tem medidas como checagem de CPF, rastreio de viagens e avaliações de conduta, além de portal para registro de emergência.

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