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Campinas emitirá alerta sobre dengue pelo WhatsApp e redes sociais

Estratégia de alerta on-line foi criada por conta da preocupação de uma nova epidemia neste ano; em 2019, foram cerca de 30 mil casos

| ACidadeON Campinas

Prefeitura intensifica trabalho contra criadouros do mosquito da dengue, o Aedes aegypti (Foto: Fernanda Sunega/PMC) 

A possibilidade de uma nova epidemia de dengue neste ano fez com a Prefeitura de Campinas resolvesse adotar uma estratégia on-line para eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti, principal vetor da doença, nas residências da cidade. A partir desta quinta-feira (9), a Administração começará a enviar alertas de cuidados para evitar a proliferação do mosquito pelo WhatsApp, além das redes sociais (Facebook e Instagram).

Os alertas serão emitidos para áreas de atenção no município identificadas pelas avaliações epidemiológicas das equipes de Vigilância em Saúde. O primeiro comunicado, divulgado hoje, abrange os bairros Jardim Nova Europa, Vila Campos Sales, Parque Prado, Cidade Universitária II, Vila Santa Isabel, Jardim Rossin, Jardim Itajaí e Jardim São Bento.

A ação visa mobilizar a comunidade dos bairros para que faça a busca ativa e retire os criadouros do mosquito transmissor da dengue. A proposta é que estes alertas sejam emitidos a cada quinzena.

"A realidade é que 80% dos criadouros ficam dentro das residências. E isso acaba gerando um jogo de 'enxugar gelo'. Então, a nossa ideia é alertar os bairros e as pessoas da importância do cuidado dentro de casa, da área de convívio", explicou o diretor de comunicação de Campinas, Artur Araújo.

Ele conta que atualmente o sorotipo que tem circulado na cidade, predominantemente, é o 2. Esse tipo começou a infectar os moradores de Campinas no ano passado, quando a cidade registrou quase 30 mil casos notificados da doença. 2019 foi, portanto, a 3ª maior epidemia de dengue da cidade.

As últimas duas grandes epidemias ocorreram em 2014 e 2015. Em 2014, Campinas foi o município com mais casos do país (42.664). Já em 2015, a cidade registrou 65.217 casos. Em 2015, na pior epidemia de dengue da história da cidade, foram 65 mil registros, com 15 mortes.

Nessas duas primeiras epidemias, o sorotipo principal era o 1. "Agora, as pessoas não estão mais imunizadas e o mosquito se torna, de novo, o principal vetor de disseminação da doença. Por isso a preocupação com os criadouros", explicou. Os alertas serão enviados à ONGs parceiras da Prefeitura, que devem fazer com que o conteúdo viralize na rede, assim como as postagens nas redes sociais.


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