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Austrália: casal de Campinas faz trabalho voluntário após incêndio

Ao menos 1 bilhão de animais foram mortos pelo incêndio florestal que consome país; conheça a história de casal

| ACidadeON Campinas

O motorista Douglas Carvalho e a administradora Adriana Fidelis na Austrália (Foto: Arquivo Pessoal) 

Morando há quatro anos e meio fora, um casal de Campinas se comoveu com o sofrimento de milhões de animais em meio as queimadas que a Austrália tem passado. A administradora Adriana Fidelis e o motorista Douglas Carvalho contam que resolveram participar de um grupo de 250 brasileiros que têm feito trabalho voluntário em apoio às vítimas do incêndio florestal.

Estima-se que mais de 1 bilhão de animais foram mortos por causa dos incêndios na Austrália, segundo a Universidade de Sydney. Só em Nova Gales do Sul, o estado mais afetado pelo fogo, mais de 800 milhões de bichos morreram diretamente afetados pelas chamas ou por causa da fumaça e da perda de seu habitat.

Morando em Sydney, eles contam que o grupo de ajuda voluntária se organiza através de um aplicativo de mensagens. Uma dessas ações é recolher animais domésticos. O governo orientou as famílias a deixarem os pets para traz em alguns casos em que casas e fazendas foram destruídas pelo fogo.

Para evitar que fossem sacrificados, eles foram recolhidos em santuários. E é nesses locais onde o casal presta uma das ajudas, uma vez que os santuários não estão dando conta de alimentar tantos bichos.

"Compramos em alguns supermercados e também no Sydney Market, tipo um Ceasa daqui, legumes e alimentos que seriam descartados. Até comida de cachorro eles precisavam. Quando as pessoas ouvem que são para as queimadas, eles não medem esforços para ajudar", contou Douglas. Eles levam os alimentos em uma van refrigerada, para mantê-los frescos.

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Eles também têm ajudado na reconstrução de casas e vilarejos consumidos pelo fogo. O casal contou que o local onde vivem, em Sydney, não foi afetado pelo incêndio, mas que havia muita fumaça no ar. Adriana contou que sentiu dificuldade para respirar.

"Em Sydney, a gente conseguia ver muita fumaça, o sol ficava alaranjado e a gente precisava de purificador de ar por conta da dificuldade de respirar", disse ela. O casal contou ainda que o sentimento é de comoção em todos os moradores da Austrália e que foi isso que mobilizou os dois. "Precisamos ajudar o próximo", disse.  

(Com informações e reportagem de Lilian de Souza, da EPTV Campinas)




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