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Após ataques, Unicamp lança campanha de valorização e pesquisa

Segundo pesquisa, 98% dos respondentes avaliou como "ótima" (81%) e "boa" (17%) a qualidade do ensino da Unicamp

| ACidadeON Campinas

A vice-reitora, Teresa Atvars, e o reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, apresentam campanha #NossaUnicamp (Foto: Sarah Brito/ACidade ON Campinas) 

A Unicamp, em Campinas, lançou nesta terça-feira (11) uma campanha de valorização da universidade como resposta aos ataques feitos pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no último ano às universidade públicas do país - incluindo a instituição de Campinas.

Chamada de "NossaUnicamp", a campanha traz uma pesquisa de satisfação e também uma série de depoimentos de alunos, ex-alunos, pacientes (veja depoimento abaixo) e professores de prestígio - como o historiador Leandro Karnal - para contar como a universidade os moldou e mudou suas vidas. "Queremos mostrar como a Unicamp, de uma maneira ou de outra, por meio do ensino, da assistência, muda a vida das pessoas e consequentemente transforma e melhora a sociedade", afirmou o reitor da universidade Marcelo Knobel.

De acordo com o reitor da Unicamp, a campanha é importante para mostrar o quanto a universidade é importante de fato - inclusive para os políticos. "O estudo mostra que a universidade é bem vista pela sociedade, que é quem a financia. Precisamos mostrar para a população de maneira geral e para os políticos - de forma particular - que a universidade é fundamental para transformar a sociedade e melhorar o país em que vivemos", afirmou.  
 
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A PESQUISA

Feita com 1,1 mil pessoas dos 25 aos 61 anos, a pesquisa revelou que 98% dos respondentes avaliou como "ótima" (81%) e "boa" (17%) a qualidade do ensino da Unicamp. A pesquisa foi conduzida pelo Instituto Axxus (empresa-filha da Unicamp) em novembro de 2019 e não teve custo para a instituição, segundo a reitoria.

Os entrevistados foram ouvidos nas cidades de Campinas, Paulínia, Jaguariúna, Valinhos, Hortolândia, Sumaré e Indaiatuba. Além da Universidade em geral, 93% dos entrevistados avaliaram os trabalhos científicos como "muito importantes e relevantes" e "ótimos".

A pesquisa também mostrou que 91% dos ouvidos consideram o trabalho da área da saúde - incluindo o HC (Hospital de Clínicas) - como "muito importante". Quando questionados sobre a imagem da Unicamp, 93% classificou como ótima (72%) e "boa" (21%).

GRATIDÃO A UNICAMP


Um dos depoimentos colhidos pela Unicamp foi o da gestora empresarial Bruna Damasceno de Souza, que desde os três anos conhece os corredores do HC (Hospital de Clínicas) da Unicamp. Ela tem uma doença rara no fígado e recessiva e, por isso, passou por tratamento desde 1991 no hospital da instituição.

"Aqui foi descoberta a minha doença, porque na minha cidade, em Indaiatuba, não descobriram. Fui encaminhada ao HC e descobriram que meus rins estavam tomados de pedras. E foi uma médica, Eliana, que me viu no corredor e resolveu cuidar de mim. Então, devo tudo, porque eles descobriram meu problema a tempo", disse.

Depois disso, ela ainda passou por uma cirurgia de transplante de rim aos 21 anos. Em 2010, fez a primeira cirurgia. No entanto, ocorreu uma trombose na artéria hepática e ela teve que fazer a segunda cirurgia.

"Eu já estava desfalecendo na UTI, só tinha 15 minutos de vida. Porém o órgão veio de helicóptero e deu tudo certo. Graças ao ato de amor de uma família que teve um desprendimento e que permitiu que minha vida continuasse. E toda a dedicação da equipe da Unicamp. A equipe multidisciplinar que foi fundamental na minha recuperação. A equipe de fisioterapia que me ensinou a voltar a andar. A equipe de enfermagem que teve todo o carinho e atenção. E a equipe médica que não cura só a doença, mas cuida do paciente como um todo. Minha gratidão".

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