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Campinas tem a menor taxa de mortalidade infantil da história

Segundo a pasta, o número é um dos mais baixos do Estado e também do país

| ACidadeON Campinas

Números são da Prefeitura e leva em conta o sistema de saúde público e particular. (Foto: Denny Cesare/Código 19/Arquivo)

A taxa de mortalidade infantil registrada no ano passado em Campinas foi a menor da história na cidade. Segundo levantamento feito pela secretaria municipal de Saúde, o índice que mede o número de mortes de crianças de até 1 ano para cada mil nascidos vivos ficou em 7,55. Um ano antes, o número era de 9,10 uma queda de 17%.

Segundo a pasta, o número é um dos mais baixos do Estado e também do país. O Brasil teve em 2018 o índice de 12,4 e o Estado teve no ano passado o número 9,3.

No ano passado o número de nascimentos em Campinas foi de pouco mais 15 mil bebês. Também é bastante baixo o número de mulheres grávidas ou mortas durante o parto que somou cinco casos em 2019.

Segundo o secretário municipal de Saúde Carmino de Souza, o índice poderia ter sido menor, mas acabou pesando o indicador de mortes neonatais. Do total de 110 crianças que morreram com menos de 1 ano, 72 tinham menos de 28 dias de vida.

"Essas mortes são causadas muitas vezes por má formação e prematuridade da criança. E é sempre maior o número de mortes nesse período de 28 dias", explicou.

O secretário destacou que esse é o melhor índice já obtido pela cidade. "Ele é muito positivo. Para ter o índice abaixo de 10 tem que ter uma condição assistencial muito boa na cidade como uma boa estrutura de pré-natal, de UTI Neonatal entre outras assistências", disse o secretário. "Campinas tem ficado com índice abaixo de 10 desde 2012".

Em Campinas o índice é calculado desde o ano 2000. Até então o mais baixo havia sido atingido em 2015 com 7,97. De 2016 a 2018 o índice oscilou entre 8 e 9.

"Quando conseguimos baixar pra menos de 10 ele não subiu mais. A mortalidade infantil é um dos melhores indicadores de saúde porque mede a qualidade da atenção primária (pré-natal), da atenção secundária (cuidados no parto) e também a atenção terciária, com as unidades de terapia intensiva. Isso faz baixar a taxa para um dígito", afirmou.Ele explicou se não tiver essa estrutura não abaixa para menos de 10.

O secretário salientou que a pasta ainda enfrenta um desafio que é o fator de risco que cresce cada vez mais. "São as mulheres que retardam a maternidade e têm gestações mais tardias. A medida que ficam mais velha a fertilidade vai caindo, e soma os fatores da idade e podem agravar toda uma gestação", analisou.

O secretário ainda analisou que o número de nascimento em Campinas não retomou os números antes da crise econômica e do surto de Zika entre 2015 e 2016. "Tivemos uma redução de nascimento depois desses dois fatores. Se tivesse retomado o crescimento, Campinas já era para estar com mais de 20 mil nascimentos", terminou.

ENTENDA

A taxa de mortalidade infantil é um indicador social representado pelo número de crianças que morreram antes de completar um ano de vida a cada mil crianças nascidas vivas no período de um ano. É um importante indicador da qualidade dos serviços de saúde, saneamento básico e educação de uma cidade, país ou região.

A mortalidade infantil é um aspecto social tão significativo que a Organização das Nações Unidas (ONU) inseriu a redução da mortalidade infantil mundial entre as principais 8 Metas do Desenvolvimento do Milênio (conjunto de objetivos de melhorias no padrão de vida das pessoas em todo o mundo, especialmente nos países pobres).

Em geral, nos países desenvolvidos economicamente, as taxas de mortalidade infantil são significativamente baixas. Em oposição, nos países pobres, ainda encontramos taxas de mortalidade infantil altíssimas.

Embora, segundo a ONU, as médias mundiais de mortalidade infantil tenham sofrido uma queda de quase 50% nas últimas duas décadas, o problema ainda é muito grave em muitas nações e deve ser vencido, especialmente, por meio da implantação efetiva de políticas públicas de educação e saúde.

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