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Chefe do Samu investigada vai a coletiva mas não comenta denúncias

Médica Elisângela Franco Nonato não quis comentar investigação de trabalho externo em horário de expediente

| ACidadeON Campinas

Médica investigada do Samu, Elizângela Nonato, em evento da Prefeitura de Campinas (Foto: Carlos Bassan/PMC) 

Investigada pela Rede Mário Gatti por uma suposta atuação em um hospital particular de Campinas durante o horário de expediente no Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), a médica e coordenadora do serviço, Elisângela Franco Nonato, não quis comentar as denúncias feitas contra ela e reveladas pelo ACidade ON Campinas no começo deste mês. Esta foi a primeira vez que ela aceitou falar com a reportagem.

"O caso está sendo investigado e não quero falar sobre o assunto", disse ela. A fala foi feita no Salão Azul da Prefeitura de Campinas na tarde desta quarta-feira (19). Ela foi questionada duas vezes sobre o caso, mas se recusou a falar mais sobre a denúncia.

Elisângela foi convidada para o evento oficial de lançamento dos índices de mortalidade no trânsito feito pela Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) e sentou-se ao lado do prefeito Jonas Donizette (PSB) e do vereador Luiz Rossini (PV), líder do governo na Câmara. No evento, ela falou sobre a importância do Samu no atendimento às vítimas de trânsito na cidade.  
 
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O CASO


Documentos obtidos pelo ACidade ON Campinas e encaminhados à Rede Mário Gatti mostram que a médica, em pelo menos mais duas ocasiões, utilizou o horário de expediente no serviço público para fazer atendimentos no hospital particular Samaritano.

Até agora foram quatro ocorrências deste tipo e todas elas ocorreram durante o mês de janeiro. Na condição de anonimato, funcionários do Samu confirmaram a situação e disseram que isso já aconteceu em outros meses.

No dia 14 de janeiro, uma terça-feira, Elisângela começou uma laparotomia exploradora - uma cirurgia na cavidade abdominal, às 12h30 e encerrou às 14h. Ela participou do procedimento como primeira assistente.

No dia 17, uma sexta-feira, ela realizou outra laparotomia exploradora, que começou às 15h10. Esse procedimento pode chegar a quatro horas de duração e ela participou como cirurgiã principal.

Por nota, a Rede informou que "o procedimento apuratório está em curso, sendo realizado pelos procuradores municipais da Rede Mário Gatti, obedecendo todos os trâmites previstos em lei para este tipo de caso. Todas as informações para completa apuração e esclarecimento dos fatos serão verificadas".

DENÚNCIA ANTERIOR

No dia 10 deste mês, o ACidade ON Campinas mostrou que, em duas outras ocasiões, a coordenadora estava trabalhando no Samaritano durante o expediente do Samu. LEIA MAIS AQUI.

Por conta do cargo que exerce, Elisângela trabalha em horário comercial no Samu, das 8h às 17h. Por se tratar de uma unidade que funciona sete dias por semana, 24 horas por dia, a Rede Mário Gatti explicou que a médica pode sim ter horário flexível, mas não informou se estes eram o caso.


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