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Unicamp é um dos centros de contingência contra coronavírus

Hospital faz parte de grupo de unidades do Estado que terão quatro mil leitos de UTI para casos de coronavírus

| ACidadeON Campinas

Fachada do HC, da Unicamp, em Campinas (Foto: Divulgação/Antoninho Perri)

O HC (Hospital de Clínicas) da Unicamp foi nomeado hoje (26) como um dos Centros de Contigência contra o coronavírus no Estado. Ontem, o primeiro caso da doença no país foi confirmado é um empresário de 61 anos que mora na capital e que veio da Itália.

Outras seis pessoas da RMC (Região Metropolitana de Campinas), sendo três de Valinhos, duas de Vinhedo e uma de Campinas, estão sendo monitoradas por causa do contato com o empresário que teve a confirmação da doença. O morador de Campinas estava no mesmo voo do empresário, já os outros cinco seriam parentes do paciente infectado.

Além do HC da Unicamp, estão na lista o HC de São Paulo, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, ambos na capital, o HC de Ribeirão Preto, Hospital de Base de São José do Rio Preto e, no litoral, o Emílio Ribas II, do Guarujá.

No total, somando os hospitais, serão quatro mil leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensiva) oferecidos na rede pública de saúde para o enfrentamento do coronavírus.

Segundo o governo estadual, os hospitais privados também poderão integrar a rede, seguindo protocolos e até disponibilizando leitos, se houver necessidade. Além disso, profissionais da Saúde estadual vão reforçar os contatos com os serviços particulares para reforçar o alinhamento de estratégias e fluxos.

O Centro de Vigilância Epidemiológica irá capacitar ainda mais de 3 mil profissionais da área de saúde ao longo das próximas semanas em todo Estado.  

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INSTITUTO ADOLFO LUTZ

Capacitado para realizar os exames de coronavírus, o Instituto Adolfo Lutz, na capital, está preparado - segundo o governo estadual - e possui kits diagnósticos para analisar amostras e realizar contraprova de laboratórios particulares, se preciso.

O centro contará com profissionais especialistas das redes pública e privada, com ênfase na área de Infectologia, sob a supervisão do Secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann, e coordenação do médico infectologista, David Uip. A lista inclui o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, e os professores Marcos Boulos (HCFMUSP), Esper Kallas, (HCFMUSP), Luiz Fernando Aranha (Unifesp), Carlos Fortaleza (HC de Botucatu) e Benedito Maciel (HC de Ribeirão).

O PRIMEIRO CASO CONFIRMADO

O empresário de 61 anos é morador da capital e esteve, em fevereiro, na Itália. Ele teria tido contato com ao menos 30 pessoas, que estão sendo monitoradas (entre elas moradores de Valinhos, Vinhedo e Campinas).

O homem está em isolamento na própria residência e sua esposa não apresentou sintomas. O quadro clínico dele é estável. Ele foi atendido pelo Hospital Israelita Albert Einstein (zona sul), que nesta terça-feira registrou a notificação de caso suspeito da doença.

Em São Paulo, até o momento, são 11 casos suspeitos, sendo nove na capital, um em Lorena e um em São Roque.

OS SINTOMAS

Os sintomas são febre, dificuldade para respirar, tosse ou coriza é preciso observar outros aspectos epidemiológicos, como histórico de viagem em área com circulação do vírus ou mesmo contato próximo a algum caso suspeito ou confirmado laboratorialmente para a doença.

Além da Itália, Austrália, China, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Camboja, Filipinas, Japão, Malásia, Vietnã, Singapura, Tailândia, Alemanha, França, Irã e Emirados Árabes Unidos estão na lista de locais de origem ou transição definida pelo Ministério da Saúde nesta semana.
A mudança levou em conta o aumento de casos registrados fora do território chinês. As orientações foram replicadas pela Saúde aos serviços municipais.

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